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Subtítulo: Fenômeno astronômico, um dos mais aguardados do ano, terá melhor horário de observação entre 3h e 4h da manhã desta terça para quarta-feira, sem necessidade de telescópios.

A chuva de meteoros Líridas, considerada uma das mais tradicionais e importantes do calendário astronômico anual, atinge seu pico de observação nesta terça-feira (21), oferecendo aos observadores a melhor oportunidade do ano para acompanhar o fenômeno no céu noturno. Embora a atividade permaneça até o dia 25 de abril, é justamente nesta noite que ocorre a maior concentração de meteoros visíveis.

No Brasil, o melhor momento para observar será entre 3h e 4h da manhã de quarta-feira (22), no horário de Brasília, quando a Constelação da Lira estará mais alta no horizonte norte, facilitando a visualização dos chamados meteoros lirídeos.

Condições favoráveis para observação

Neste ano, a observação será favorecida pela fase da Lua. Apesar de estar crescente e com cerca de 42% de iluminação, o satélite natural não permanecerá visível no céu no momento de maior atividade da chuva de meteoros, reduzindo a interferência luminosa e melhorando significativamente a visibilidade.

Especialistas destacam que o ideal é buscar locais afastados da iluminação urbana, com pouca poluição luminosa e céu limpo. Regiões rurais, áreas abertas e pontos distantes dos grandes centros oferecem melhores condições para observar até mesmo os meteoros mais discretos.

Em cidades, a recomendação é reduzir ao máximo as fontes de luz ao redor, já que postes, fachadas e iluminação artificial dificultam a percepção das chamadas “estrelas cadentes”.

Onde olhar no céu

O ponto de origem aparente dos meteoros, chamado de radiante, está localizado na Constelação da Lira, próxima da estrela Vega, uma das mais brilhantes do céu noturno. É justamente dessa região que os rastros luminosos parecem surgir.

Apesar disso, não é necessário fixar o olhar diretamente nessa constelação, já que os meteoros podem cruzar diferentes partes do céu. Saber onde está o radiante ajuda principalmente a identificar se o meteoro observado realmente pertence à chuva das Líridas ou se trata de outro fenômeno isolado.

Aplicativos como Stellarium, SkyView, Star Walk e SkySafari podem auxiliar na localização da estrela Vega e da constelação.

Visibilidade no Brasil será menor que no Hemisfério Norte

Por estar associada a uma constelação localizada mais ao norte do céu, a chuva de meteoros Líridas é mais intensa no Hemisfério Norte, onde pode alcançar até 18 meteoros por hora.

No Brasil, especialmente nas regiões mais ao sul, a taxa média costuma ser menor, variando entre 5 e 11 meteoros por hora, dependendo das condições climáticas e da localização do observador. Quanto mais ao norte do país, maior tende a ser a quantidade de meteoros visíveis.

Ainda assim, o fenômeno segue sendo uma excelente oportunidade para observadores iniciantes e apaixonados por astronomia, já que não exige equipamentos específicos.

Qual a origem da chuva de meteoros Líridas

A chuva de meteoros acontece quando a Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo Cometa C/1861 G1 Thatcher. Esses fragmentos espaciais entram na atmosfera terrestre em altíssima velocidade e, ao se aquecerem rapidamente pelo atrito com os gases atmosféricos, produzem o brilho característico conhecido popularmente como estrela cadente.

Esse efeito luminoso pode durar apenas frações de segundo, mas quando vários fragmentos atravessam a atmosfera no mesmo período, forma-se a chamada chuva de meteoros.

Fenômeno acessível ao público

Diferente de outros eventos astronômicos que exigem telescópios ou equipamentos específicos, a observação da Líridas é considerada democrática e acessível. Basta ter visão desobstruída do céu, um ambiente escuro e disposição para acompanhar a madrugada.

A chuva de meteoros Líridas também marca um dos eventos mais aguardados por observadores do céu no primeiro semestre e ajuda a impulsionar o interesse popular pela astronomia, especialmente em períodos de maior visibilidade no território brasileiro.