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Animal infectado foi encontrado no Jardim Campo Alto; CCZ orienta moradores a não tocar em morcegos e manter vacinação de cães e gatos em dia

A Prefeitura de Campo Grande confirmou nesta sexta-feira (27) o quarto caso de morcego com raiva registrado em 2026 na Capital. O animal, recolhido no bairro Jardim Campo Alto, testou positivo após análise realizada pelas equipes de vigilância, reforçando a circulação do vírus na cidade e ampliando o alerta para medidas preventivas por parte da população.

O registro foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que intensificaram as orientações para evitar contato direto com morcegos e reduzir riscos de transmissão da doença, considerada uma das mais graves entre as zoonoses por apresentar alta letalidade.


Vírus em circulação acende sinal de atenção em toda a cidade

Embora o caso tenha sido confirmado no Jardim Campo Alto, as autoridades reforçam que ocorrências envolvendo morcegos infectados podem surgir em qualquer região de Campo Grande. A presença do vírus em animais silvestres indica que a raiva continua circulando no ambiente urbano e periurbano, o que exige atenção constante.

A situação preocupa principalmente porque morcegos podem entrar em residências, garagens e áreas internas de imóveis, aumentando o risco de contato acidental com pessoas e animais domésticos.

Além disso, o período de maior circulação desses animais e o avanço de áreas urbanizadas próximas a regiões verdes favorecem encontros frequentes, elevando a necessidade de prevenção e informação clara para a população.


Sinais de alerta: morcego no chão ou ativo durante o dia

O CCZ destaca que alguns comportamentos podem indicar risco de infecção, como:

  • morcegos caídos no chão
  • animais ativos durante o dia
  • presença em locais incomuns, como quintais, corredores, áreas internas e calçadas

Esses sinais são considerados atípicos e podem representar desorientação do animal, o que aumenta a suspeita de doenças neurológicas como a raiva. Nessas situações, o cuidado deve ser imediato, já que o simples contato com saliva ou mordida pode representar risco.


Recomendação é não tocar e isolar o local imediatamente

A orientação das autoridades de saúde é clara: não tocar no morcego em nenhuma hipótese, mesmo que ele pareça morto ou ferido. O risco de contaminação permanece e o manuseio inadequado pode provocar mordidas ou exposição a secreções.

O procedimento recomendado é isolar o animal, cobrindo-o com um balde, caixa ou recipiente seguro, ou ainda fechando o cômodo onde ele estiver, impedindo que ele fuja ou tenha contato com pessoas e pets.

Após o isolamento, o morador deve acionar imediatamente as equipes responsáveis para recolhimento e análise.


CCZ disponibiliza canais de atendimento e plantão para recolhimento

Para registrar ocorrências e solicitar recolhimento do animal, a população pode entrar em contato com o CCZ pelos canais oficiais:

  • Telefone geral: (67) 3313-5000
  • WhatsApp: (67) 99142-5701
    • Atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h às 17h

O setor específico de recolhimento atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, pelos números:

  • 2020-1801
  • 2020-1789

O plantão noturno funciona das 17h às 21h, pelo número:

  • 2020-1794

Já nos fins de semana e feriados, o atendimento ocorre das 6h às 22h, também pelo:

  • 2020-1794

Vacinação de cães e gatos é barreira essencial contra a raiva

O CCZ reforça que manter a vacinação anual de cães e gatos é uma das medidas mais importantes para impedir que o vírus se espalhe para animais domésticos e chegue aos seres humanos.

A orientação é que os tutores mantenham a carteirinha de vacinação atualizada, especialmente em regiões onde há presença recorrente de morcegos, pois a proteção dos pets funciona como uma barreira sanitária fundamental no controle da doença.

Em casos de ataque ou contato suspeito entre morcegos e animais domésticos, a recomendação é buscar orientação veterinária e comunicar o serviço de zoonoses imediatamente.


Doença tem alta letalidade e prevenção depende de resposta rápida

A raiva é uma doença infecciosa grave, com alto índice de mortalidade quando os sintomas aparecem. Por isso, os órgãos de saúde reforçam que a prevenção depende principalmente de:

  • evitar contato direto com animais silvestres
  • acionar rapidamente os serviços especializados
  • manter vacinação de pets em dia
  • informar familiares e vizinhos sobre o risco

A confirmação do 4º caso de morcego com raiva em 2026 reforça que Campo Grande segue em estado de vigilância, e que medidas simples adotadas pela população podem ser decisivas para evitar transmissão e proteger a saúde pública.