Crime ocorreu nesta terça-feira (24) durante tentativa de posse de casa arrematada em leilão; vítima era fiscal tributário do Estado
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Ex-prefeito de Campo Grande mata homem em disputa por imóvel de luxo; veja o que se sabe sobre o caso
Crime ocorreu nesta terça-feira (24) durante tentativa de posse de casa arrematada em leilão; vítima era fiscal tributário do Estado
O ex-prefeito de Campo Grande matou a tiros um homem na tarde desta terça-feira (24), em um imóvel localizado na rua Antônio Maria Coelho, no bairro Jardim dos Estados, área nobre da capital sul-mato-grossense. O caso ocorreu no momento em que a vítima, Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, tentava assumir a posse da residência após arrematá-la em leilão judicial.
A ocorrência mobilizou equipes de emergência, mas, após cerca de 25 minutos de tentativas de reanimação, o servidor público não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O episódio envolve disputa patrimonial, histórico de dívidas e reacende a trajetória controversa do ex-chefe do Executivo municipal.
Disputa por imóvel terminou em violência
De acordo com as informações apuradas, a vítima chegou ao local acompanhada de um chaveiro para acessar o imóvel, adquirido em leilão no ano de 2025. No momento da tentativa de entrada, houve reação por parte do ex-prefeito, que residia na casa e não aceitava a venda.
O fiscal tributário foi atingido por dois disparos de arma de fogo na varanda da residência. A situação caracteriza um conflito direto pela posse do imóvel, com desfecho fatal ainda no local da ocorrência.
Após o crime, o ex-prefeito deixou o local sem prestar socorro imediato, mas posteriormente se apresentou à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, onde o caso passou a ser investigado.
Imóvel de alto valor foi alvo de leilão por dívidas
A residência envolvida na disputa possui 1.440 m² de terreno e 678 m² de área construída, com avaliação estimada em R$ 3,7 milhões. O imóvel foi levado a leilão devido a débitos acumulados, incluindo cerca de R$ 344 mil em dívidas de IPTU.
O lance mínimo estipulado no processo foi de R$ 2,4 milhões, valor que viabilizou a arrematação pelo novo proprietário. A tentativa de posse integra os procedimentos legais comuns após a conclusão de leilões judiciais, especialmente em casos de inadimplência prolongada.
Histórico de pendências judiciais amplia contexto do caso
Além das dívidas relacionadas ao imóvel, decisões judiciais anteriores também expuseram pendências financeiras envolvendo o ex-prefeito. Em 2025, a Justiça do Tocantins determinou prazo para pagamento de uma dívida de pensão alimentícia superior a R$ 112 mil, referente a um período de 36 meses sem repasses, entre 2013 e 2016, incluindo valores de 13º salário.
Na ocasião, foram previstas medidas como aplicação de multa e possibilidade de penhora de bens, indicando um histórico de judicialização de obrigações financeiras.
Trajetória política marcada por conflitos e instabilidade
Antes de ingressar na política, o ex-prefeito ganhou notoriedade como radialista. Foi eleito vereador por dois mandatos e, posteriormente, deputado estadual em 2010. Em 2012, venceu as eleições para a Prefeitura de Campo Grande no segundo turno, com 62,55% dos votos válidos.
Sua gestão à frente do Executivo municipal foi marcada por instabilidade política. Durante o mandato, foi cassado pela Câmara Municipal sob acusação de crimes político-administrativos, tornando-se o único prefeito da história da capital a sofrer esse tipo de sanção.
Decisões judiciais posteriores chegaram a suspender e restabelecer seu mandato em momentos distintos, evidenciando um cenário de disputas institucionais. Em 2016, tentou a reeleição, mas não avançou ao segundo turno.
Caso deve ter desdobramentos judiciais e repercussão política
O episódio envolvendo a morte de um servidor público estadual tende a gerar desdobramentos nas esferas criminal e cível, além de repercussões políticas. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do crime, incluindo a dinâmica do confronto e a legalidade das ações relacionadas à posse do imóvel.
A ocorrência também reacende o debate sobre conflitos envolvendo imóveis arrematados em leilão, especialmente quando há resistência de ocupantes, cenário que frequentemente exige intervenção judicial para cumprimento das decisões.
Diante da gravidade do caso, a apuração segue sob responsabilidade das autoridades policiais, com expectativa de novos desdobramentos nos próximos dias.