Os Correios colocaram em prática um amplo plano de reestruturação financeira que prevê demissões voluntárias, fechamento de unidades físicas e corte de despesas operacionais, com impacto estimado de R$ 7,4 bilhões anuais no caixa da estatal. As medidas fazem parte da estratégia para enfrentar a crise financeira acumulada pela empresa.
A avaliação do Ministério do Trabalho é de que o plano se insere no processo necessário de reorganização administrativa e financeira da estatal, diante do cenário de déficit elevado enfrentado nos últimos anos.
🧩 Reestruturação prevê economia bilionária
Segundo o plano de reestruturação dos Correios para o período de 2025 a 2027, a estatal espera gerar uma economia anual de R$ 4,2 bilhões apenas com ações de redução de despesas. Desse total, R$ 2,1 bilhões devem vir da otimização do quadro de funcionários e da gestão de benefícios.
As medidas incluem a implementação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que pode alcançar até 15 mil empregados, além da revisão de cargos com médias e altas remunerações e da reavaliação dos planos de saúde e previdência oferecidos aos funcionários.
Os efeitos financeiros dessas ações estão previstos para começar a ser percebidos a partir de 2028.
🏢 Fechamento de unidades deve reduzir custos operacionais
Outra frente do plano de contenção de gastos envolve o encerramento de cerca de mil unidades físicas espalhadas pelo país. A expectativa é de que essa medida gere uma economia adicional de R$ 2,1 bilhões por ano, contribuindo de forma significativa para o ajuste fiscal da estatal.
🤝 Parcerias e venda de imóveis para aumentar receitas
Além do corte de despesas, os Correios também apostam no aumento de receitas. A estatal projeta R$ 1,7 bilhão em novos ganhos por meio de parcerias com a iniciativa privada, além da geração de R$ 1,5 bilhão com a venda de imóveis pertencentes à empresa.
Somadas, essas iniciativas devem fortalecer o fluxo de caixa e ampliar a capacidade financeira da estatal no médio prazo.
💰 Empréstimo bilionário e captação de recursos
Como parte da estratégia para equilibrar as contas, os Correios firmaram recentemente um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio formado por cinco bancos. O objetivo é garantir fôlego financeiro nos próximos dois anos.
O plano de reestruturação prevê uma captação total de até R$ 20 bilhões. Com o valor já contratado, ainda será necessário levantar cerca de R$ 8 bilhões para atingir o montante considerado ideal. A definição entre um eventual aporte do Tesouro Nacional ou uma nova rodada de empréstimos deverá ocorrer em 2026.
🚀 Recursos também serão usados para modernização
Os valores captados não serão destinados apenas ao reequilíbrio financeiro da empresa. Parte dos recursos será aplicada em investimentos estruturais, como a modernização dos parques operacionais, a implementação do programa de demissões voluntárias e outras ações voltadas à atualização dos serviços prestados pela estatal.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/plano-de-demissoes-dos-correios-e-necessario-diz-ministro-do-trabalho/