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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu as diligências iniciais relacionadas à ocorrência registrada em 27 de dezembro de 2025, que envolveu um vendedor ambulante e um vereador do município de Corumbá. A apuração foi conduzida pela Delegacia Regional de Polícia e teve como objetivo esclarecer os fatos ocorridos em frente a um estabelecimento comercial localizado na região central da cidade.


Ocorrência teve danos materiais e troca de acusações

Segundo o levantamento policial, a Polícia Militar foi acionada para atender uma situação de conflito em frente a um comércio conhecido como “Verde Fruti”. No local, foram constatados danos em uma bicicleta e em uma caixa de isopor pertencentes ao ambulante, além de discussões entre as partes envolvidas. Após o atendimento inicial, ambos se deslocaram por conta própria até a Delegacia de Polícia Civil.


Tentativa de conciliação ocorreu na delegacia

Na unidade policial, houve uma tentativa de conciliação informal entre os envolvidos, mediada por terceiros civis que compareceram posteriormente ao local. Durante esse momento, foi gravado um vídeo de retratação pelo ambulante na área externa da delegacia, indicando que o conflito estaria resolvido.


Novas acusações motivaram aprofundamento da apuração

No dia seguinte ao ocorrido, novas alegações passaram a circular nas redes sociais, levantando suspeitas sobre possível coação, suposta entrega de dinheiro e interferência indevida por parte de servidores públicos. Diante disso, a Delegacia Regional comunicou os órgãos internos de controle da Polícia Civil e ampliou as diligências.

Foram colhidos depoimentos das partes envolvidas, de testemunhas civis, de policiais militares e de policiais civis que estavam de plantão. Além disso, imagens de câmeras internas e externas da delegacia, registros de sistema e relatórios de serviço foram analisados.


Apuração não confirmou irregularidades atribuídas a servidores

Após a conclusão dessa fase preliminar, a Polícia Civil informou que não foram encontradas provas que confirmassem coação, ameaça, entrega de valores por servidores públicos ou qualquer direcionamento indevido durante o atendimento da ocorrência. As apurações indicaram que o vídeo de retratação foi gravado fora das dependências internas da delegacia e sem a presença de policiais civis.

A investigação também apontou inconsistências nas versões apresentadas pelo ambulante, incluindo divergências sobre local, valores mencionados e pessoas envolvidas na suposta pressão para encerramento do caso. O valor citado nos relatos teria sido repassado pelo vereador como forma de ressarcimento pelos danos materiais causados durante a confusão.


Dois procedimentos seguem em tramitação

Desde o registro do caso, foram instaurados dois procedimentos distintos. Um deles apura possíveis crimes como vias de fato, dano, injúria e ameaça. O outro investiga eventual conduta irregular de servidores públicos no interior da delegacia, conforme as acusações divulgadas posteriormente.

O procedimento administrativo segue em andamento, com análise complementar de provas digitais e imagens de segurança. Ao final, será elaborado relatório a ser encaminhado aos órgãos competentes da Polícia Civil para avaliação e decisão.


Caso também é acompanhado pela Câmara Municipal

Paralelamente, a Câmara Municipal de Corumbá informou que o episódio será analisado internamente. Se necessário, o caso poderá ser encaminhado à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, responsável por avaliar a conduta de parlamentares dentro e fora do exercício do mandato.

O episódio segue sob acompanhamento das autoridades, enquanto as investigações prosseguem dentro dos trâmites legais.

Fonte: https://www.diarionline.com.br/index.php?s=noticia&id=154902