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Corumbá registrou, neste sábado (24 de janeiro), o primeiro feminicídio de 2026. Uma idosa de 62 anos foi morta pelo ex-companheiro, dentro da própria residência, no bairro Guarani, na parte alta da cidade. O crime gerou grande comoção e mobilizou forças de segurança e equipes de emergência.


Crime ocorreu na residência da vítima

A vítima foi identificada como Rosana Candia de Ohara, de 62 anos. O crime aconteceu no interior da casa onde ela morava. O autor, Antônio Lima Ohara, de 73 anos, ex-marido da vítima, fugiu do local logo após o ataque, utilizando uma bicicleta.

Moradores da região acionaram as autoridades após ouvirem pedidos de socorro. Equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram enviadas ao endereço, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado no local.


Autor foi localizado e preso em poucas horas

Após diligências, o suspeito foi encontrado menos de três horas após o crime, escondido na casa de um familiar no mesmo bairro. Durante a abordagem, houve tentativa de resistência, mas ele acabou sendo contido e preso pelas forças policiais.

As equipes da Polícia Civil, da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) e da Polícia Científica também atuaram na ocorrência, realizando os procedimentos legais e a perícia no local do crime.


Investigação aponta histórico de ameaças

As investigações preliminares indicam que o casal estava separado, mas havia um histórico recorrente de ameaças por parte do autor. O caso segue sob apuração para conclusão do auto de prisão em flagrante e adoção das medidas judiciais cabíveis, incluindo o pedido de prisão preventiva.


O que caracteriza o feminicídio

O feminicídio é configurado quando a mulher é morta em razão de sua condição de gênero, geralmente em contextos de violência doméstica ou praticado por parceiro ou ex-companheiro.

Com a entrada em vigor da Lei nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio, a legislação brasileira passou a prever penas mais severas, que variam de 20 a 40 anos de reclusão, tornando o feminicídio um crime autônomo, com uma das punições mais altas do Código Penal.


Canais de denúncia e apoio

Casos de violência doméstica devem ser denunciados. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona 24 horas por dia, é gratuita e permite denúncias anônimas. Em situações de emergência, o contato deve ser feito pelo 190, da Polícia Militar.

A violência não deve ser ignorada. Denunciar pode salvar vidas.

Fonte: https://www.diarionline.com.br/index.php?s=noticia&id=155182