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Mato Grosso do Sul enfrentou um domingo de clima extremo, com oito municípios figurando entre as 50 menores umidades relativas do ar do país. Os índices, registrados durante um período típico de verão marcado por calor intenso e poucas chuvas, colocaram diversas cidades do Estado em nível de alerta.


🌡️ Umidade despenca e se aproxima de padrões desérticos

Levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), feito a partir de estações automáticas espalhadas pelo Brasil, apontou que a umidade do ar em algumas regiões sul-mato-grossenses ficou próxima a níveis observados em áreas áridas.

O município de Jardim registrou o menor índice do Estado, com 23%, entrando inclusive no grupo das dez menores marcas do ranking nacional.


📍 Veja as cidades de MS com menor umidade do ar

Além de Jardim, outros municípios também apresentaram índices preocupantes:

  • Amambai – 29%
  • Aquidauana – 29%
  • Ponta Porã – 29%
  • Três Lagoas – 29%
  • Miranda – 30%
  • Porto Murtinho – 30%
  • Sonora – 31%

⚠️ Níveis abaixo de 30% exigem atenção à saúde

De acordo com parâmetros meteorológicos, índices inferiores a 30% caracterizam estado de alerta. Esse cenário pode provocar ressecamento das vias respiratórias, aumento de sangramentos nasais e agravamento de doenças respiratórias, especialmente em crianças, idosos e pessoas com problemas crônicos.

A recomendação é intensificar a hidratação, evitar exposição prolongada ao sol, permanecer em ambientes ventilados e reduzir atividades físicas nos horários mais quentes do dia.


☀️ Por que o ar fica tão seco mesmo no verão?

Embora o verão seja associado a períodos chuvosos, o Centro-Oeste brasileiro frequentemente enfrenta episódios de ar seco. A atuação de massas de ar quente e seco dificulta a formação de nuvens carregadas, resultando em dias consecutivos de calor intenso, céu aberto e queda significativa da umidade relativa do ar.


🔥 Calor, solo seco e risco de queimadas

A combinação entre altas temperaturas, baixa nebulosidade e solo ressecado acelera a perda de umidade para a atmosfera. A vegetação mais seca intensifica esse processo, principalmente no interior do Estado, aumentando também o risco de incêndios florestais e queimadas, tanto em áreas rurais quanto urbanas.


📌 O cenário reforça a necessidade de cuidados redobrados com a saúde e atenção às condições climáticas, enquanto Mato Grosso do Sul segue enfrentando dias de calor extremo e ar seco.

Fonte: https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/ms-tem-oito-cidades-entre-as-50-menores-umidades-do-pais