Brasília, 26 de fevereiro de 2026 – Em uma medida que promete gerar indignação e impactar diretamente o bolso dos brasileiros, o governo federal implementou um aumento de até 25% no Imposto de Importação sobre uma vasta gama de produtos, incluindo celulares, computadores e, de forma alarmante, maquinários e equipamentos hospitalares. A decisão, formalizada pela Resolução Gecex nº 852, de 4 de fevereiro de 2026, já está em vigor para parte dos itens e terá sua totalidade aplicada a partir de 1º de março, gerando um cenário de incerteza e revolta em diversos setores da sociedade.
O “Tarifaço” que Atinge a Todos
A elevação das alíquotas, que variam entre 7,2% e 25%, incide sobre 1.252 produtos. Embora o governo justifique a medida como uma forma de fortalecer a indústria nacional e reduzir o déficit comercial, a lista de itens afetados revela um impacto muito mais amplo e prejudicial. Entre os produtos que terão seus preços majorados estão componentes essenciais de tecnologia, como cartuchos de toner, e equipamentos de ponta para a área da saúde, como aparelhos de tomografia computadorizada e dispositivos para terapias médicas específicas .
Tecnologia Mais Cara: Um Retrocesso na Conectividade e Produtividade
Para o consumidor comum, o aumento do imposto significa que celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos, já caros no Brasil, ficarão ainda mais inacessíveis. Em um mundo cada vez mais digital, onde a tecnologia é ferramenta fundamental para educação, trabalho e comunicação, essa medida representa um retrocesso. A elevação dos custos pode frear a modernização tecnológica do país, dificultar o acesso à informação e diminuir a competitividade das empresas que dependem desses equipamentos.
Saúde em Risco: O Impacto Devastador nos Hospitais e Consultas Médicas
O aspecto mais revoltante dessa nova política tributária é, sem dúvida, o impacto direto sobre o setor da saúde. A taxação de maquinários e equipamentos hospitalares essenciais resultará em um aumento inevitável nos custos operacionais de clínicas e hospitais. Consequentemente, esse ônus será repassado aos pacientes, elevando o preço de consultas médicas, exames, cirurgias e tratamentos. Em um país onde o acesso à saúde já é um desafio para milhões, encarecer ainda mais os serviços médicos é uma decisão que beira o desumano.
Associações de hospitais e laboratórios já alertam para o risco de um colapso no sistema de saúde, com a possibilidade de clínicas descapitalizadas enfrentarem sérios problemas para manter suas operações. A medida pode comprometer a qualidade e a disponibilidade de tratamentos, afetando diretamente a vida e o bem-estar da população .
Justificativas Governamentais e a Realidade dos Fatos
O Ministério da Fazenda argumenta que o impacto indireto da medida sobre a inflação será baixo e que a ação visa equilibrar o mercado interno e reforçar a competitividade da produção nacional. No entanto, a realidade é que o Brasil já possui uma das maiores cargas tributárias do mundo, e a adição de mais impostos sobre produtos essenciais, especialmente na área da saúde, é vista como um fardo insustentável.
Enquanto o governo busca reduzir o déficit comercial, a população brasileira se vê diante de um dilema: sacrificar o acesso à tecnologia e, mais gravemente, à saúde, em nome de uma política econômica questionável. A promessa de cotas de isenção para alguns itens, como antenas de celular, é um paliativo que não resolve o problema estrutural e o impacto generalizado da medida.
Conclusão: Um Grito de Alerta
Este aumento de imposto não é apenas uma questão econômica; é uma questão social e humanitária. A decisão de taxar equipamentos que salvam vidas e ferramentas que impulsionam o desenvolvimento tecnológico é um absurdo que exige revisão imediata. A sociedade brasileira não pode aceitar passivamente um futuro onde a tecnologia é um luxo inatingível e a saúde se torna um privilégio para poucos.