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Governo de MS anuncia investimento de R$ 11,7 milhões para recuperação estrutural total; obra começa na segunda quinzena de abril e deve durar 300 dias

O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou nesta quarta-feira (8) o início de uma nova fase de obras na ponte sobre o rio Paraguai, localizada na BR-262, a cerca de 70 quilômetros de Corumbá. A intervenção prevê uma recuperação estrutural completa da ponte, considerada uma das principais ligações rodoviárias da região pantaneira.

Com investimento estimado em R$ 11,7 milhões, os trabalhos serão executados pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A obra busca garantir mais segurança aos motoristas e ampliar a durabilidade de uma estrutura essencial para o transporte e a mobilidade no Pantanal.


Reforço estrutural deve corrigir problemas acumulados ao longo dos anos

A nova etapa da obra tem como foco corrigir desgastes e falhas que se intensificaram com o tempo, exigindo uma intervenção mais profunda. A recuperação envolverá reforço e reabilitação de pontos considerados críticos, utilizando técnicas especializadas para aumentar a resistência da estrutura.

A ponte é estratégica por concentrar parte significativa do tráfego que abastece Corumbá e municípios vizinhos, além de ser rota importante para o escoamento de cargas, circulação de moradores e deslocamento de turistas rumo ao Pantanal.


Trânsito terá “pare e siga” 24 horas durante os trabalhos

Durante a execução da obra, o tráfego será mantido em sistema de “pare e siga” em tempo integral, com apoio de estruturas metálicas provisórias, que permitirão a passagem de veículos enquanto os reparos são realizados.

Além disso, o planejamento prevê interdições periódicas a cada 21 dias, principalmente no período noturno e aos fins de semana, estratégia adotada para reduzir o impacto no fluxo diário de veículos.

A expectativa é que as alterações no trânsito exijam atenção redobrada dos motoristas, já que a BR-262 é uma das rodovias mais movimentadas do Estado, especialmente em períodos de alta circulação de caminhões e turistas.


Trecho é vital para transporte de cargas e economia regional

A ponte sobre o rio Paraguai é considerada um dos principais corredores logísticos de Mato Grosso do Sul, ligando o interior do Estado à região de fronteira e ao Pantanal. Qualquer restrição no local tende a gerar reflexos diretos na rotina de transporte, no comércio e no abastecimento.

Por isso, a recuperação completa da estrutura é vista como uma medida necessária para evitar riscos e reduzir a possibilidade de novas intervenções emergenciais no futuro, que costumam gerar custos adicionais e impactos mais severos na mobilidade.


Obra começa ainda em abril e terá prazo de 300 dias

De acordo com a Agesul, o início da nova etapa está previsto para a segunda quinzena de abril. O prazo de execução será de 300 dias, contados a partir da emissão da Ordem de Início de Serviço (OIS).

A empresa responsável já foi convocada para assinatura do contrato e terá até cinco dias para apresentar a documentação exigida e formalizar o início do serviço.


Ponte foi inaugurada em 2001 e tem quase 2 quilômetros de extensão

A ponte está localizada na região do Porto Morrinho e foi inaugurada em 10 de maio de 2001, durante o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. A estrutura possui 1.890 metros de extensão, sendo uma das maiores e mais importantes travessias rodoviárias sobre o rio Paraguai no Estado.

Nos últimos anos, o local já havia recebido intervenções emergenciais, com reparos pontuais destinados a estabilizar a ponte, mas agora o objetivo é realizar uma recuperação definitiva e mais ampla.


Intervenção deve trazer mais segurança e reduzir riscos futuros

Com a recuperação estrutural completa, a expectativa do Governo do Estado é ampliar a vida útil da ponte e garantir melhores condições de tráfego para motoristas que utilizam diariamente a BR-262. A obra também deve reforçar a segurança em um trecho considerado sensível, especialmente por estar inserido em uma região de grande importância ambiental e turística.

A intervenção deve ter impacto direto no deslocamento de moradores e no transporte de mercadorias, mas é considerada essencial para manter a rodovia em condições adequadas e evitar limitações mais graves no futuro.