Criança foi lançada ao solo durante o impacto e sofreu apenas ferimentos leves; condutor sem CNH foi preso em flagrante e deve passar por audiência de custódia
Uma bebê de apenas 4 meses escapou sem ferimentos graves após ser atropelada junto com a avó por um motorista embriagado na tarde desta segunda-feira (15), no Bairro Moreninhas, em Campo Grande. O caso chamou atenção pela gravidade do acidente e pelo desfecho considerado positivo pelos profissionais de saúde, já que a criança foi arremessada durante o impacto e sofreu apenas escoriações leves.
As duas vítimas receberam atendimento médico e tiveram alta ainda durante a noite. Exames realizados na bebê descartaram lesões internas ou traumas mais graves, apesar das circunstâncias do atropelamento.
Lama formada pelas chuvas ajudou a reduzir impacto da queda
De acordo com informações apuradas após o acidente, a criança caiu em uma área de lama acumulada em razão das chuvas registradas nos últimos dias na Capital. A condição do terreno pode ter contribuído para amortecer o impacto da queda, reduzindo significativamente o risco de ferimentos mais sérios.
A bebê permaneceu em observação médica até aproximadamente a meia-noite, quando recebeu alta hospitalar. Os exames de imagem realizados pela equipe médica não identificaram alterações preocupantes, e a criança apresentou apenas um pequeno ferimento superficial na região da cabeça.
O caso evidencia como fatores aparentemente circunstanciais podem influenciar diretamente no resultado de acidentes de trânsito, especialmente quando envolvem crianças de pouca idade.
Acidente aconteceu durante retorno para casa
Segundo informações registradas pelas autoridades, a avó caminhava pela Rua Baobá com a neta após sair de um mercado da região quando foi atingida pelo veículo.
No momento do acidente, ela retornava para casa e precisou desviar de uma poça d’água existente na via. Instantes depois, foi surpreendida pelo impacto do automóvel que trafegava pelo local.
Após a colisão, a prioridade foi prestar socorro imediato à criança, que apresentava sinais visíveis de sujeira e pequenas lesões decorrentes da queda. Moradores e comerciantes próximos auxiliaram no atendimento inicial até a chegada dos serviços de emergência.
Uma empresária da região chegou a transportar as vítimas para atendimento médico antes mesmo da chegada da ambulância, acelerando o processo de assistência.
Motorista estava sem habilitação e apresentava sinais de embriaguez
O condutor envolvido foi identificado como Edson da Silva Costa, de 29 anos. Conforme o boletim de ocorrência, ele dirigia sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e apresentava diversos sinais compatíveis com embriaguez.
Durante a abordagem policial, os agentes constataram dificuldade para manter o equilíbrio, fala desconexa, olhos avermelhados e forte odor de álcool. O motorista recusou-se a realizar o teste do bafômetro.
A combinação entre consumo de bebida alcoólica e condução irregular de veículo é considerada uma das principais causas de acidentes graves no trânsito brasileiro, sendo alvo constante de campanhas de conscientização e fiscalização.
Populares agrediram suspeito após o atropelamento
A revolta de testemunhas diante da presença de uma bebê entre as vítimas provocou tumulto no local. Antes da chegada da polícia, moradores agrediram o motorista, que sofreu ferimentos no rosto e apresentava sangramento quando os agentes iniciaram o atendimento da ocorrência.
Posteriormente, ele foi encaminhado para a UPA das Moreninhas, onde recebeu cuidados médicos. Conforme o registro policial, foram administradas duas bolsas de glicose devido ao seu estado de embriaguez. Após avaliação clínica, ele recebeu alta.
Justiça vai analisar situação do condutor
Após ser levado para a delegacia, o motorista foi autuado em flagrante. O delegado responsável fixou uma fiança de R$ 4 mil, mas a defesa solicitou à Justiça a concessão de liberdade provisória sem a necessidade do pagamento do valor.
O caso será analisado durante audiência de custódia marcada para a manhã desta quarta-feira (17).
Segurança no trânsito segue como desafio em Mato Grosso do Sul
O atropelamento reacende o debate sobre a combinação entre álcool e direção, um dos principais fatores associados a acidentes com vítimas em Mato Grosso do Sul. Em cidades de grande circulação urbana, como Campo Grande, casos envolvendo motoristas embriagados continuam mobilizando autoridades de trânsito e forças de segurança.
Embora o acidente tenha ocorrido na Capital, episódios semelhantes reforçam a importância da fiscalização em todo o Estado, incluindo municípios do interior como Corumbá, onde o fluxo de veículos aumenta em períodos de eventos, turismo e movimentação regional. Especialistas apontam que ações preventivas e o cumprimento rigoroso da legislação são fundamentais para reduzir ocorrências que colocam em risco a vida de pedestres e motoristas.
Apesar da gravidade do atropelamento, o fato de a bebê ter escapado sem lesões graves foi considerado um dos aspectos mais marcantes da ocorrência, que poderia ter terminado de forma muito mais trágica.
