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Corumbá enfrentou uma das condições de calor mais intensas do mês nesta segunda-feira (28 de setembro de 2026), com temperatura máxima de 43,2 °C registrada na estação meteorológica localizada na região central do município. A combinação entre calor extremo e baixa umidade fez com que a sensação térmica estimada chegasse a aproximadamente 45 °C, enquanto áreas do Pantanal também registraram temperaturas superiores a 42 °C.

O cenário é acompanhado pela Defesa Civil Municipal de Corumbá, por meio da Sala de Situação, que monitora continuamente as condições meteorológicas na área urbana, na zona rural e em diferentes pontos do Pantanal. Além da temperatura, são analisados índices como umidade relativa do ar, chuva, velocidade dos ventos e rajadas, fatores que ajudam a identificar riscos à população e à ocorrência de incêndios.

Calor ultrapassa 43 °C na área urbana

Na estação localizada no centro de Corumbá, os termômetros chegaram a 43,2 °C às 14h. No mesmo período, a umidade relativa do ar estava próxima de 22%. A combinação desses dois fatores elevou o índice utilizado para estimar a sensação térmica para cerca de 45 °C.

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O quadro também foi observado em áreas do Pantanal. Na Fazenda São Francisco, no Pantanal do Paiaguás, a temperatura máxima alcançou 42,8 °C. Por volta das 14h, os registros ainda apontavam 42 °C, acompanhados de umidade relativa de aproximadamente 25%, vento de 17 km/h e rajadas próximas de 35 km/h. Nessas condições, a sensação térmica estimada também ficou perto dos 45 °C.

Por que a sensação térmica pode ser maior que a temperatura?

A sensação térmica não corresponde a uma segunda medição feita pelo termômetro. O índice é calculado a partir da combinação de diferentes condições atmosféricas, especialmente temperatura e umidade relativa do ar, para estimar como o calor pode ser percebido pelo corpo humano.

Em situações de exposição direta ao sol, entretanto, a carga térmica sobre o organismo pode ser ainda maior. A radiação solar, o esforço físico e a falta de circulação de ar podem aumentar o desconforto e a sobrecarga provocada pelas altas temperaturas.

Temperaturas acima de 40 °C aumentam riscos à saúde

O calor extremo exige atenção principalmente de pessoas que permanecem por longos períodos em ambientes externos. Temperaturas acima dos 40 °C podem favorecer desidratação, exaustão pelo calor, câimbras, queda de pressão e agravamento de problemas cardiovasculares e respiratórios. Em situações mais severas, também existe risco de insolação e hipertermia.

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Entre os grupos que demandam maior cuidado estão crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao sol. A recomendação é reforçar a ingestão de água, reduzir atividades físicas intensas durante os períodos de maior calor, utilizar roupas leves e procurar ambientes protegidos da exposição solar.

Em Corumbá, onde o calor intenso já faz parte das condições climáticas recorrentes durante determinados períodos do ano, episódios dessa magnitude também afetam atividades que dependem da exposição ao ambiente externo, incluindo trabalho rural, manutenção, construção e outras ocupações realizadas sob o sol.

Baixa umidade e vento aumentam preocupação com incêndios

Além dos efeitos sobre a saúde, a combinação observada nesta segunda-feira amplia a preocupação com incêndios urbanos, rurais e florestais no município. Temperaturas elevadas, baixa umidade, ausência de chuva, vegetação seca e presença de vento favorecem a perda de umidade da vegetação e podem contribuir para uma propagação mais rápida do fogo quando ocorre uma fonte de ignição.

Esse cenário ganha importância em Corumbá devido à extensão territorial do município e à presença de áreas do Pantanal, onde grandes distâncias podem dificultar o deslocamento das equipes de resposta. Durante períodos de estiagem e calor intenso, uma ocorrência inicialmente localizada pode exigir mobilização rápida para evitar que as chamas avancem para áreas maiores.

Por isso, a Defesa Civil reforça a necessidade de cautela com atividades que possam produzir chamas, faíscas ou fontes de calor, especialmente em propriedades rurais e regiões com vegetação seca.

Comitê do Fogo mantém ações de prevenção no Pantanal

O Comitê Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais no Pantanal de Corumbá reúne diferentes instituições para ampliar a capacidade de prevenção e resposta durante períodos de maior risco.

A estrutura envolve órgãos públicos, Corpo de Bombeiros, instituições ambientais, setor produtivo, organizações da sociedade civil e brigadas comunitárias e privadas que atuam no território. Entre as iniciativas estão o acompanhamento permanente das condições meteorológicas e dos focos de calor, realizado pela Sala de Situação da Defesa Civil, além do desenvolvimento do projeto para o Plano Municipal de Manejo Integrado do Fogo (PMIF).

Também estão entre as medidas previstas o fortalecimento das brigadas, a integração entre as equipes, o aperfeiçoamento dos protocolos de comunicação e acionamento e a busca por melhorias em equipamentos, capacitação, conectividade e estrutura de resposta para localidades mais afastadas da área urbana.

Queimadas exigem atenção redobrada durante o período de calor

Com as condições meteorológicas atuais, a orientação é evitar qualquer prática que possa provocar incêndios. Entre as situações que exigem cautela estão a queima de resíduos, o uso do fogo em propriedades rurais, serviços de soldagem, equipamentos que produzam faíscas e o descarte inadequado de cigarros.

A combinação de vegetação seca, calor intenso e vento pode fazer com que uma pequena fonte de ignição se transforme rapidamente em uma ocorrência de maiores proporções. Por isso, a identificação precoce é considerada fundamental para reduzir os impactos ambientais, econômicos e sociais provocados pelos incêndios.

Ao perceber fumaça, chamas ou qualquer indício de incêndio, a recomendação é comunicar imediatamente os órgãos responsáveis. A rapidez no aviso pode contribuir para que as equipes iniciem o atendimento antes que o fogo avance sobre uma área maior.

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