A Câmara Municipal de Corumbá realiza na próxima terça-feira (21) uma audiência pública para debater a reativação da ferrovia Malha Oeste, infraestrutura considerada essencial para o transporte regional e a integração logística do Centro-Oeste com o restante do país. O encontro acontecerá às 8h30, no Plenário Dr. Léo de Medeiros Guimarães.
Ferrovia passa por relicitação
A discussão faz parte do processo de relicitação da Malha Oeste, que atualmente liga os municípios de Mairinque e Bauru (SP) até Corumbá (MS), em um trajeto de aproximadamente 1.973 quilômetros. A concessão atual com a Rumo Logística termina em 2026, e o Governo Federal estuda novos modelos de contrato para permitir investimentos e modernização da linha férrea.
Série de debates em vários estados
O tema vem sendo debatido em diversas cidades desde 2023. Audiências públicas já foram promovidas em Campo Grande, Brasília, Campo Grande novamente em 2025, Mairinque (SP) e, ainda neste mês, haverá uma etapa em Bauru (SP). As discussões reúnem representantes do poder público, setor produtivo, entidades técnicas e segmentos sociais ligados à cadeia logística e econômica.
Objetivos da audiência
A audiência em Corumbá tem como foco:
- Apresentar os detalhes do processo de concessão e reativação;
- Esclarecer o papel da ANTT e do Governo Federal no plano ferroviário;
- Reunir sugestões e apontamentos da sociedade;
- Debater impactos econômicos, sociais e ambientais;
- Tratar da integração logística entre Mato Grosso do Sul e a Bolívia;
- Analisar benefícios para exportação e escoamento de produção.
Impacto estratégico para o Pantanal e MS
Corumbá ocupa posição estratégica para o transporte ferroviário, principalmente devido à fronteira com a Bolívia e ao fluxo de grãos, minérios e combustíveis. A Malha Oeste encontra-se subutilizada há anos, operando muito abaixo do seu potencial e com infraestrutura degradada. A retomada do trecho é vista como fator determinante para fortalecer a logística regional, reduzir custos de transporte e impulsionar o desenvolvimento econômico do estado.
Fonte: https://www.diarionline.com.br/index.php?s=noticia&id=153560