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Imagens anexadas ao processo mostram o ex-parlamentar em duas brigas com internos; Agepen afirma que ele foi isolado após o episódio e contesta alegações de agressões e falta de atendimento médico

Imagens de segurança registram duas agressões dentro da unidade

Imagens das câmeras de segurança do Presídio de Corumbá registraram o ex-vereador Augusto do Amaral envolvido em duas brigas com internos dentro da unidade prisional. O material foi preservado e encaminhado pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) à Justiça, onde passou a integrar o processo que trata da prisão preventiva do ex-parlamentar.

As gravações, analisadas juntamente com documentos do procedimento e um boletim de ocorrência, mostram uma sequência de conflitos ocorrida no interior da unidade. O episódio ganhou relevância no processo porque a preservação das imagens havia sido solicitada pela defesa de Augusto, que alegava que ele estaria sendo vítima de agressões, ameaças e maus-tratos no presídio.

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Primeiro confronto termina com interno no chão

Na primeira ocorrência registrada pelas câmeras, Augusto aparece iniciando uma discussão com um dos presos que estava na unidade. Na sequência, o conflito evolui para agressões físicas.

Segundo o material anexado ao processo, o interno inicialmente não reage às investidas e tenta se proteger. Durante a confusão, ele acaba derrubado no chão, enquanto as agressões prosseguem.

A gravação também registra uma segunda ocorrência envolvendo outro interno que dividia a cela com Augusto.

Segundo preso reage e derruba o ex-vereador

Pouco depois do primeiro confronto, Augusto aparece novamente envolvido em uma discussão. Dessa vez, o conflito ocorre com outro preso.

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A situação também evolui para agressões físicas. O interno reage e consegue derrubar o ex-vereador, desferindo alguns golpes e mantendo-o imobilizado até a chegada dos policiais penais.

Os agentes entram no local, interrompem o confronto e retiram os envolvidos. Após a ocorrência, Augusto é encaminhado para isolamento disciplinar, permanecendo separado dos demais presos.

Confira o vídeo abaixo publicado nas redes sociais

Agepen relata comportamento agressivo desde a chegada ao presídio

De acordo com as informações encaminhadas pela Agepen à Justiça, o episódio do dia 4 de agosto não teria sido um caso isolado. O órgão informou que Augusto já apresentava comportamento considerado agressivo em relação a agentes penitenciários e outros internos desde sua chegada à unidade.

Após as duas ocorrências registradas pelas câmeras, ele passou a permanecer sozinho, sem contato com os demais presos.

A medida tem impacto direto na rotina de custódia do ex-parlamentar, que passou a cumprir a prisão em condições de isolamento dos demais internos enquanto o caso é analisado pelas autoridades.

Prisão preventiva ocorreu dias antes da confusão

A briga no presídio aconteceu poucos dias depois de Augusto ser preso em flagrante na Delegacia Regional de Corumbá.

Segundo o boletim de ocorrência citado no processo, o ex-vereador teria ameaçado um escrivão, desrespeitado servidores e se recusado a interromper uma gravação feita dentro da delegacia.

Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Na mesma decisão, foi determinada a suspensão dos perfis de Augusto nas redes sociais.

A sequência de acontecimentos colocou o caso no âmbito judicial e passou a envolver, além da situação da prisão, questões relacionadas à conduta do ex-parlamentar dentro da unidade prisional.

Defesa alegava agressões e maus-tratos dentro do presídio

As imagens das câmeras foram preservadas após um pedido da defesa de Augusto apresentado à Justiça. A defesa havia alegado que o ex-vereador estaria sofrendo agressões, ameaças e maus-tratos durante a permanência no presídio.

Na manifestação encaminhada ao Judiciário, porém, a direção da unidade afirmou que Augusto não havia comunicado aos agentes, à equipe médica ou à administração do presídio qualquer suposta agressão contra ele.

Segundo a administração, a ocorrência só foi identificada porque os próprios agentes penitenciários perceberam o conflito durante uma ronda de rotina.

Dessa forma, as imagens passaram a ter papel relevante na análise do episódio, por registrarem diretamente a dinâmica das duas brigas mencionadas no processo.

Presídio também contesta alegação sobre atendimento médico

A direção do Presídio de Corumbá também negou que Augusto estivesse sem assistência médica durante o período de custódia.

Conforme informado pela unidade à Justiça, o ex-vereador recebeu atendimento da equipe de saúde nos dias 3 e 4 de agosto. Os atendimentos teriam sido registrados e os medicamentos de uso contínuo foram fornecidos normalmente.

A informação foi incluída na documentação enviada ao Judiciário em resposta às alegações apresentadas pela defesa.

Interno registra boletim por suposta ofensa racista

Além das agressões registradas pelas câmeras, um dos presos envolvidos na ocorrência registrou um boletim de ocorrência contra Augusto, relatando ter sido alvo de ofensas de cunho racista.

O documento foi anexado pela Agepen ao processo judicial juntamente com as imagens de segurança e os demais registros relacionados ao episódio.

A inclusão dos diferentes elementos documentais permite que a Justiça avalie não apenas a sequência das agressões dentro da unidade, mas também as circunstâncias que antecederam e sucederam os confrontos.

Caso amplia a atenção sobre a custódia do ex-vereador em Corumbá

A sucessão de acontecimentos envolvendo Augusto do Amaral ocorre em um curto intervalo de tempo: prisão em flagrante na Delegacia Regional de Corumbá, conversão da prisão em preventiva, determinação de suspensão de seus perfis nas redes sociais e, posteriormente, conflitos registrados dentro do presídio.

Para o sistema prisional de Corumbá, o episódio também representa uma ocorrência que exigiu intervenção dos policiais penais, separação dos envolvidos e adoção de medidas disciplinares para evitar novos confrontos.

As imagens e os documentos agora fazem parte do processo judicial e deverão ser considerados pelas autoridades na avaliação da situação do ex-vereador e das circunstâncias envolvendo sua permanência no sistema prisional.

Até o momento, os elementos apresentados pela Agepen e pela direção do presídio constituem a versão documentada pela administração penitenciária sobre os acontecimentos. As alegações apresentadas pela defesa e os demais elementos do processo deverão ser analisados pela Justiça no decorrer do procedimento.

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