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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou novas regras para o envio de mensagens SMS automatizadas por empresas e instituições no Brasil. A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (4), estabelece a identificação obrigatória dos remetentes e mecanismos de segurança para combater fraudes digitais. As novas exigências deverão ser implementadas em até 90 dias e podem mudar a forma como consumidores identificam mensagens legítimas recebidas no celular.

A regulamentação atinge os chamados SMS A2P (Application-to-Person), modalidade utilizada por empresas para enviar mensagens diretamente aos usuários, como códigos de autenticação, avisos bancários, notificações de serviços e comunicações comerciais. A iniciativa busca dificultar a atuação de criminosos que utilizam mensagens falsas para roubar dados pessoais, senhas e informações financeiras.

Empresas terão que identificar os números usados nos SMS

Uma das principais mudanças é a exigência de cadastro dos participantes que enviam mensagens automatizadas. As empresas deverão informar publicamente os identificadores utilizados nas comunicações, permitindo que os destinatários consultem a origem das mensagens.

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Atualmente, muitas mensagens corporativas são enviadas por códigos curtos de cinco dígitos, que substituem os números convencionais de telefone. Com as novas regras, esses identificadores deverão ser dedicados e padronizados, sem possibilidade de utilização simultânea do mesmo código por empresas diferentes.

Os códigos serão registrados em um diretório nacional público e gratuito, que permitirá consultar as marcas e os agregadores responsáveis pelo envio das mensagens. A proposta é ampliar a transparência e oferecer aos consumidores uma ferramenta para verificar se determinado SMS realmente pertence à empresa que afirma estar enviando a comunicação.

Operadoras poderão bloquear empresas irregulares

As novas determinações também estabelecem que empresas que não cumprirem os requisitos de identificação e segurança ficarão impedidas de enviar mensagens SMS A2P.

O acórdão da Anatel prevê mecanismos de proteção ao longo da cadeia de distribuição das mensagens, com procedimentos destinados a verificar a legitimidade das campanhas e reduzir a possibilidade de utilização de identificadores falsos.

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A regulamentação busca atuar diretamente sobre uma das estratégias utilizadas em golpes digitais: a falsificação da identidade de empresas conhecidas para induzir o consumidor a acreditar que está recebendo uma comunicação oficial.

Como a medida pode ajudar a combater golpes por SMS

Mensagens fraudulentas frequentemente simulam comunicados de bancos, operadoras de telefonia, empresas de entrega e órgãos públicos. Em muitos casos, os textos utilizam alertas sobre bloqueios de contas, cobranças pendentes ou supostas irregularidades para pressionar a vítima a agir rapidamente.

O objetivo é levar o usuário a acessar links maliciosos, fornecer informações confidenciais ou realizar pagamentos indevidos. Esse tipo de fraude é conhecido como phishing e pode estar associado a técnicas de engenharia social, que exploram a confiança e a urgência para manipular as vítimas.

Com a criação do diretório nacional de remetentes, o consumidor terá uma alternativa para verificar a identificação de quem enviou a mensagem antes de clicar em um link ou compartilhar dados pessoais.

A mudança pode ser especialmente relevante para usuários que recebem notificações financeiras ou de serviços essenciais pelo celular. Em cidades como Corumbá e Ladário, onde os moradores também dependem de serviços bancários digitais e comunicações por SMS, a possibilidade de verificar a origem das mensagens pode contribuir para reduzir a exposição a fraudes.

Novas regras entram em vigor em até 90 dias

As empresas participantes terão um prazo de 90 dias para adequar seus sistemas às novas especificações. Durante esse período, a implementação dos mecanismos de identificação e segurança deverá ser organizada pelos envolvidos na transmissão das mensagens.

A regulamentação representa uma tentativa de fortalecer a segurança das comunicações móveis no Brasil, mas não elimina todos os riscos associados a golpes digitais. Mensagens fraudulentas também podem circular por aplicativos de conversa, e-mails e outros canais.

Mesmo com as novas regras, especialistas em segurança digital recomendam que os usuários evitem acessar links recebidos em mensagens inesperadas, não compartilhem senhas ou códigos de autenticação e confirmem informações diretamente nos aplicativos ou canais oficiais das empresas.

A identificação padronizada dos remetentes poderá tornar os golpes por SMS mais difíceis, mas a proteção dos consumidores continuará dependendo da combinação entre fiscalização das operadoras, mecanismos de segurança e atenção dos próprios usuários.

Com informações de: Canaltech

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