Com mais de 25 anos de experiência, Dennier Souza Paes apresenta a peça “Pérola do Pantanal”, inspirada na cultura local e nos símbolos que representam a cidade
O artesão Dennier Souza Paes, morador de Ladário, apresentou recentemente a obra “Pérola do Pantanal”, uma peça artística criada após um desafio proposto pelo prefeito Munir Sadeq Ramunieh. Com forte identidade regional, o trabalho busca traduzir em forma e simbolismo a essência do município, localizado em uma das áreas mais emblemáticas do Brasil: o Pantanal sul-mato-grossense.
Com mais de 25 anos de atuação no artesanato e um histórico de mais de 60 peças produzidas, Dennier reforça sua trajetória como um dos nomes ligados à preservação cultural e à valorização das raízes pantaneiras, utilizando a arte como instrumento de memória e representação social.
Trajetória marcada pela tradição artesanal de Ladário
A história de Dennier no artesanato está diretamente conectada às tradições familiares. Ele integra uma família de artesãos reconhecida no município, com longa trajetória ligada à produção manual e ao desenvolvimento de trabalhos que evidenciam aspectos culturais da região.
Essa influência, construída desde a infância, contribuiu para moldar seu estilo artístico e fortalecer sua ligação com os elementos simbólicos que compõem a identidade de Ladário, cidade vizinha de Corumbá e considerada uma das portas de entrada do Pantanal.
“Pérola do Pantanal” representa Ladário no coração da região
A peça “Pérola do Pantanal” foi desenvolvida a partir da proposta de criar uma obra que pudesse representar Ladário de maneira marcante. O resultado foi uma escultura em formato de concha aberta, com uma grande pérola central, simbolizando o município e sua relevância no cenário pantaneiro.

A obra remete à ideia de que Ladário, apesar de seu tamanho geográfico, guarda riqueza cultural e histórica comparável a um tesouro natural, reforçando a imagem da cidade como um ponto estratégico dentro do Pantanal.
Cidades pantaneiras também ganham destaque na obra
Além da pérola principal, Dennier inseriu pérolas menores na composição, representando outras cidades que também integram a região pantaneira. O conjunto sugere uma ligação entre os municípios, reforçando a ideia de integração territorial e cultural dentro de um mesmo bioma.
A proposta destaca a importância do Pantanal como patrimônio coletivo, compartilhado por diferentes comunidades que mantêm tradições semelhantes e dependem diretamente do equilíbrio ambiental e da preservação histórica para fortalecer sua identidade.
Sapo mascote simboliza orgulho e identidade popular
Outro elemento marcante da obra é a presença do sapo, conhecido como mascote popular de Ladário. Posicionado na parte traseira da pérola, o símbolo reforça a conexão entre a peça e a cultura local, trazendo um toque de identidade regional reconhecida pela população.
A inclusão desse detalhe amplia o caráter representativo do trabalho, aproximando a arte do cotidiano e das referências tradicionais que ajudam a construir o sentimento de pertencimento dos moradores.
Arte como reconhecimento cultural e valorização da história local
A criação da “Pérola do Pantanal” também evidencia o papel do artesanato como ferramenta de valorização cultural. Em cidades como Ladário, onde a tradição pantaneira está presente na vida cotidiana, obras artísticas têm relevância não apenas estética, mas também histórica e social.
O artesanato regional contribui para preservar símbolos locais, estimular a economia criativa e reforçar a imagem do município como parte importante do Pantanal. Além disso, iniciativas que incentivam artistas locais fortalecem o reconhecimento de trabalhadores da cultura e ampliam a visibilidade de talentos que muitas vezes atuam longe dos grandes centros.
Iniciativa reforça incentivo à cultura e aos artistas do município
A produção da obra, motivada por um desafio proposto pela Prefeitura, também demonstra como ações institucionais podem impulsionar a criatividade e ampliar o destaque de artistas locais.
Com trabalhos como esse, Ladário reforça sua ligação com o Pantanal e amplia o espaço para que o artesanato continue sendo uma expressão viva da identidade regional, preservando memórias, tradições e símbolos que fazem parte da história do município.