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Ataque começou em Ladário, terminou com a morte do soldado Marcelo Pimenta em Corumbá e desencadeou uma das maiores operações policiais recentes na região de fronteira com a Bolívia


A noite de terça-feira (30) e a madrugada desta quarta-feira (1º) foram marcadas por uma sequência de episódios de extrema violência em Corumbá e Ladário, culminando na morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, durante uma perseguição a criminosos fortemente armados.

O caso, que mobilizou praticamente todas as forças de segurança de Mato Grosso do Sul, teve início após um ataque a tiros contra uma residência em Ladário e terminou com uma ampla ofensiva policial que resultou na morte de um dos suspeitos em confronto, prisões, apreensão de armamento de guerra e reforço permanente do policiamento na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.


Ataque em Ladário deu início à sequência de crimes

Segundo as investigações, a ocorrência começou por volta das 19h40, quando três homens encapuzados chegaram em um Fiat Argo branco até uma residência localizada no bairro Almirante Tamandaré (Cohab), em Ladário.

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Os criminosos desceram do veículo portando armamento de alto poder ofensivo e efetuaram diversos disparos contra o imóvel.

Informações preliminares apontam que o alvo seria um homem apontado como integrante de um grupo criminoso rival. Ele e a esposa conseguiram escapar dos tiros ao se abrigarem dentro de um veículo blindado estacionado na residência.

Mesmo com dezenas de disparos, ninguém foi atingido. Câmeras de segurança registraram toda a ação, mostrando o momento em que os criminosos abrem fogo enquanto moradores e crianças que estavam próximos correm para buscar abrigo.


Perseguição terminou com policial atingido por tiro de fuzil

Logo após o atentado, equipes do GETAM (Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico) do 6º Batalhão iniciaram buscas pelo veículo utilizado na ação.

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Pouco tempo depois, o Fiat Argo foi localizado já em Corumbá.

Ao perceberem a aproximação das equipes policiais, os criminosos iniciaram fuga pelas ruas da cidade.

Durante a perseguição, na Rua Totico de Medeiros, um dos ocupantes do veículo passou a efetuar disparos contra os militares utilizando um fuzil.

O soldado Marcelo Pimenta foi atingido enquanto conduzia sua motocicleta.

Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que o policial é baleado, perde o controle da moto e cai na via pública. O colega que estava na garupa não foi atingido.


Marcelo Pimenta não resistiu aos ferimentos

O militar recebeu os primeiros socorros ainda no local pelos próprios companheiros de farda.

Ele foi encaminhado em estado gravíssimo ao Pronto-Socorro de Corumbá, onde deu entrada em parada cardiorrespiratória.

Apesar dos procedimentos de reanimação e da cirurgia de emergência, Marcelo sofreu novas paradas cardíacas e morreu durante a madrugada desta quarta-feira (1º).


Linha de investigação aponta disputa entre facções

As primeiras apurações das forças de segurança indicam que o atentado ocorrido em Ladário estaria relacionado à disputa entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas na região de fronteira.

A investigação trabalha com a hipótese de que o imóvel atacado pertencia a um integrante de organização rival.

As autoridades, entretanto, ressaltam que a motivação definitiva ainda depende da conclusão das investigações e da análise de provas reunidas durante a operação.


Vídeo com ameaças circulou nas redes sociais

Após o assassinato do policial militar, integrantes do grupo criminoso divulgaram vídeos nas redes sociais exibindo armamento pesado, incluindo fuzis, além de fazer ameaças às forças de segurança.

O material foi recolhido pelas equipes de inteligência e passou a integrar o conjunto de provas analisadas durante a investigação, auxiliando na identificação dos envolvidos e na reconstrução da dinâmica dos fatos.


Estado respondeu com megaoperação integrada

Ainda durante a noite de terça-feira e ao longo da madrugada, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública desencadeou uma grande operação em Corumbá e Ladário.

A ação reuniu efetivos do:

  • 6º Batalhão da Polícia Militar;
  • Batalhão de Choque;
  • BOPE;
  • DOF (Departamento de Operações de Fronteira);
  • TOR da Polícia Militar Rodoviária;
  • Grupamento Aéreo da PMMS;
  • Polícia Civil;
  • Polícia Penal;
  • FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), coordenada pela Polícia Federal;
  • Polícia Boliviana, que prestou apoio nas ações na região fronteiriça.

Operação terminou com confronto, prisões e apreensão de arsenal

Durante o cerco montado pelas forças de segurança, um dos suspeitos localizados entrou em confronto com os policiais e morreu.

Além disso:

  • um suspeito foi preso por guardar o armamento utilizado pelo grupo;
  • outro envolvido foi localizado e permaneceu custodiado por força de mandado judicial;
  • foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, um revólver e grande quantidade de munições;
  • o Fiat Argo utilizado no atentado também foi recuperado para perícia.

As buscas continuam para localizar todos os envolvidos e esclarecer completamente a participação de cada integrante da organização criminosa.


Governo reforça policiamento na fronteira

Após a morte do policial, o Governo de Mato Grosso do Sul determinou o reforço das ações ostensivas em Corumbá e Ladário.

O comando da Polícia Militar classificou o atentado como um ataque direto contra o Estado e afirmou que o policiamento permanecerá intensificado na faixa de fronteira por tempo indeterminado, com apoio das unidades especializadas e integração entre forças estaduais e federais.

A estratégia busca impedir novas ações de organizações criminosas, ampliar o monitoramento da região e responsabilizar todos os envolvidos no homicídio do soldado Marcelo Pimenta.


Investigações continuam

A Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Militar e a FICCO, segue reunindo imagens de câmeras de segurança, laudos periciais, depoimentos e materiais apreendidos para identificar todos os participantes do ataque.

As autoridades também investigam a origem do armamento utilizado, os responsáveis pelo planejamento da ação criminosa e a possível ligação do grupo com organizações que atuam no tráfico de drogas na região de fronteira entre Brasil e Bolívia.

A morte do soldado Marcelo Pimenta é tratada como um dos episódios mais graves registrados recentemente na segurança pública de Corumbá e deverá permanecer como prioridade absoluta das forças de segurança até que todos os responsáveis sejam identificados e apresentados à Justiça.

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