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Em pouco mais de seis meses, Mato Grosso do Sul já contabiliza mais mortes decorrentes de intervenção policial do que durante todo o ano passado. Em Corumbá, reforço com BOPE e Batalhão de Choque continua após ofensiva contra o crime organizado na fronteira.

Mato Grosso do Sul alcançou uma marca que chama a atenção das autoridades de segurança pública. Em pouco mais de seis meses de 2026, o Estado já registrou 80 mortes decorrentes de intervenção policial, número que supera todo o total contabilizado ao longo de 2025, quando foram registradas 73 ocorrências. Os dados, confirmados pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), refletem a intensificação das operações, especialmente nas regiões de fronteira.

Novas viaturas PMMS segurança fronteira

Governo de MS intensifica entrega de viaturas para reforçar o policiamento ostensivo. Foto: SEJUSP

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O crescimento dos registros ocorre em um cenário de reforço das ações ostensivas e de inteligência promovidas pelas forças de segurança estaduais. O foco das operações tem sido desarticular organizações criminosas responsáveis pelo transporte de entorpecentes, armas e mercadorias ilegais que entram no Brasil por Mato Grosso do Sul, considerado um dos principais corredores logísticos do crime organizado na América do Sul.

Corumbá se torna o principal foco da ofensiva na fronteira

A cidade de Corumbá ganhou protagonismo nas operações de segurança após o assassinato do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta, morto durante uma ação de enfrentamento ao crime organizado. O caso provocou uma resposta imediata do Governo de Mato Grosso do Sul, que mobilizou uma grande força-tarefa para ampliar o combate às organizações criminosas que atuam na região de fronteira com a Bolívia.

Como parte dessa resposta, a Sejusp determinou o envio de equipes especializadas do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e de outras unidades operacionais para reforçar o policiamento em Corumbá, Ladário e nas principais rodovias de acesso à fronteira. No Corumbá Informa, a população acompanha diariamente os desdobramentos dessa megaoperação.

Operações intensificadas aumentaram os confrontos

Nos últimos dias, diversas ações policiais realizadas na região terminaram em confronto após, segundo informações da Polícia Militar, suspeitos reagirem armados às abordagens das equipes. Durante essas operações também foram apreendidos armamentos, munições, veículos utilizados pelo crime organizado e carregamentos de entorpecentes, causando prejuízos financeiros às organizações criminosas.

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Operação conjunta fronteira Corumbá Bolívia

Ações conjuntas na fronteira visam fechar as rotas do tráfico internacional. Foto: Reprodução

Fronteira de MS continua entre as principais rotas do tráfico internacional

Com aproximadamente 1.500 quilômetros de fronteira internacional com a Bolívia e o Paraguai, Mato Grosso do Sul ocupa uma posição estratégica no enfrentamento ao tráfico transnacional. A extensa faixa de fronteira favorece a atuação de organizações criminosas que utilizam estradas, áreas rurais e rotas clandestinas para transportar cocaína, maconha e armas.

Dentro desse cenário, Corumbá é considerada uma das principais portas de entrada de cocaína no país, tornando-se alvo permanente das operações desenvolvidas pelas forças estaduais e federais de segurança pública. Especialistas apontam que a maior presença policial em regiões dominadas por facções costuma elevar o número de confrontos.

Policiamento reforçado permanece sem previsão de encerramento

Mesmo após as recentes ações, o reforço policial permanece em Corumbá e em municípios da região de fronteira. Até o momento, o Governo do Estado não anunciou uma data para o encerramento da operação, indicando que as equipes especializadas continuarão atuando enquanto houver necessidade operacional.

A permanência do efetivo demonstra a prioridade dada pelo Estado ao enfrentamento do crime organizado em uma das regiões mais sensíveis do país. O fato de MS já ter ultrapassado o total de mortes de 2025 evidencia a intensidade das operações em 2026, com foco em ampliar a sensação de segurança da população e impedir o corredor do tráfico internacional.

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