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El Niño 2026/2027 ganha força no Oceano Pacífico, tem mais de 90% de probabilidade de atingir intensidade muito forte e deve persistir até fevereiro de 2027; em Mato Grosso do Sul, calor, baixa umidade, tempestades e queimadas entram no radar

Corumbá e outras cidades de Mato Grosso do Sul podem enfrentar uma sequência de condições meteorológicas extremas nos próximos meses. O motivo é o avanço do El Niño 2026/2027, fenômeno que está se fortalecendo rapidamente no Oceano Pacífico e que, segundo os principais centros meteorológicos, poderá atingir intensidade excepcional até o fim deste ano.

A situação ganhou um novo nível de atenção nesta semana. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informou que as previsões mais recentes da NOAA apontam mais de 90% de probabilidade de o El Niño ser classificado como muito forte no trimestre de setembro, outubro e novembro de 2026.

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Já a Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmou que o fenômeno está firmemente estabelecido e deve continuar se intensificando nos próximos meses, com pico previsto para o final de 2026. A entidade calcula uma probabilidade próxima de 100% de o El Niño persistir até fevereiro de 2027.

Para Corumbá, o alerta chama atenção principalmente pela combinação entre calor extremo, baixa umidade do ar e risco elevado de queimadas no Pantanal. Em episódios de calor intenso, especialistas já alertaram para a possibilidade de a sensação térmica ultrapassar os 50°C, podendo chegar a patamares ainda maiores em condições específicas.

🌡️ Sensação térmica pode passar dos 50°C em Corumbá

A possibilidade de sensação térmica acima de 50°C não significa que os termômetros necessariamente registrarão 50°C.

A diferença é importante: a temperatura do ar é o valor medido pelos termômetros, enquanto a sensação térmica representa como o organismo percebe o calor sob determinadas condições de temperatura, umidade, vento e exposição.

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Em uma cidade como Corumbá, períodos de calor intenso combinados com condições atmosféricas desfavoráveis podem produzir uma sensação de calor ainda mais severa.

Especialistas citados nas previsões para Mato Grosso do Sul alertam para episódios em que a sensação térmica poderia alcançar aproximadamente 55°C, cenário que representaria enorme estresse para o organismo.

Por isso, durante os períodos mais críticos, a preocupação não estará apenas no número mostrado no termômetro, mas na combinação entre temperatura elevada, umidade, exposição solar e duração da onda de calor.

🔥 El Niño pode estar entre os mais fortes desde 1950

O cenário internacional também é considerado excepcional.

A NOAA trabalha com probabilidade superior a 90% de um El Niño muito forte nos próximos trimestres. O próprio INMET destaca que o episódio poderá ser o mais intenso desde 1950 caso as projeções mais extremas se confirmem.

A OMM foi ainda mais contundente em sua atualização divulgada em 3 de setembro. Segundo a organização, o fenômeno deve se tornar muito forte e poderá provocar alterações significativas nos padrões globais de temperatura e precipitação, aumentando riscos de calor extremo, secas, chuvas intensas e enchentes.

A entidade também ressaltou que as condições excepcionalmente quentes no Pacífico tropical estão alimentando a intensificação do fenômeno.

Isso coloca 2026 e o início de 2027 no radar dos meteorologistas como um período que exigirá acompanhamento constante.

📊 O que já se sabe sobre o El Niño 2026/2027

Indicador Cenário atual
El Niño Já estabelecido
Chance de evento muito forte Mais de 90%
Persistência até fevereiro de 2027 Quase 100%
Período de maior intensidade Final de 2026
Possível intensidade histórica Em avaliação
Principal preocupação em MS Calor extremo e chuva irregular
Corumbá Calor, baixa umidade e risco de queimadas

*Fonte: INMET/NOAA e OMM. *

🌎 Por que o El Niño muda o clima do Brasil?

O El Niño acontece quando as águas superficiais do Pacífico equatorial ficam anormalmente mais quentes. Esse aquecimento interfere na circulação atmosférica e modifica os padrões de temperatura e chuva em diferentes regiões do planeta.

No Brasil, os efeitos não são iguais em todo o território.

De maneira geral, o fenômeno tende a favorecer chuvas mais frequentes e intensas em partes do Sul, enquanto outras áreas do país podem experimentar condições mais quentes e secas.

A influência, porém, varia conforme a intensidade do fenômeno e sua interação com outros sistemas meteorológicos.

O próprio INMET destaca que os impactos previstos precisam ser avaliados regionalmente e podem envolver alterações tanto na distribuição das chuvas quanto nas temperaturas.

⛈️ Mato Grosso do Sul pode ter calor intenso e tempestades

Para Mato Grosso do Sul, o cenário é particularmente complexo.

O Estado está em uma região de transição e pode experimentar tanto períodos de calor extremo e baixa umidade quanto episódios de chuva intensa.

Ou seja: o El Niño não significa simplesmente que Mato Grosso do Sul ficará seco.

A chuva pode ocorrer de maneira irregular, com períodos de tempo muito quente e seco intercalados por tempestades.

Esses episódios podem ser acompanhados de ventos fortes, raios e granizo, aumentando os riscos para áreas urbanas, propriedades rurais e infraestrutura.

🌡️ Corumbá no centro da preocupação

Em Corumbá, o cenário merece atenção redobrada devido às características climáticas da região.

A cidade já é conhecida por registrar temperaturas muito elevadas durante episódios de calor intenso. Com a intensificação do El Niño, a ocorrência de períodos prolongados de calor pode se tornar uma preocupação ainda maior.

O cenário mais crítico ocorre quando diferentes fatores se combinam:

temperatura elevada + baixa umidade + sol intenso + pouca circulação de ar = maior estresse térmico.

Nessas condições, mesmo uma temperatura que não alcance 50°C no termômetro pode produzir uma sensação térmica extremamente elevada.

É justamente por isso que a possibilidade de sensação térmica acima dos 50°C deve ser tratada com atenção.

🔥 Pantanal fica sob pressão

Outro ponto de preocupação é o risco de incêndios florestais.

Quando períodos quentes e secos se prolongam, a vegetação perde umidade e fica mais suscetível à propagação das chamas.

No Pantanal, esse cenário pode ser especialmente preocupante.

O El Niño, entretanto, não provoca queimadas automaticamente. O risco depende também da quantidade de chuva acumulada, umidade do solo, condições da vegetação, vento e, principalmente, da ocorrência de incêndios provocados por ações humanas.

Mesmo assim, um período de calor intenso e baixa umidade pode criar condições mais favoráveis para que o fogo se espalhe rapidamente.

💧 Rios também entram no radar

A evolução do clima também deve ser acompanhada na região da bacia do Rio Paraguai.

Períodos prolongados de calor podem aumentar a evaporação e, dependendo das condições de chuva, contribuir para pressões adicionais sobre os recursos hídricos.

Em Corumbá e no Pantanal, mudanças significativas no comportamento dos rios podem afetar navegação, pesca, turismo, transporte e comunidades ribeirinhas.

Por isso, o monitoramento climático e hidrológico será fundamental ao longo dos próximos meses.

📅 Até quando vai durar o Super El Niño?

A resposta mais recente da OMM é direta: existe uma probabilidade próxima de 100% de o El Niño permanecer até fevereiro de 2027.

O fenômeno deve continuar ganhando força durante os próximos meses, atingir seu pico provavelmente no final de 2026 e permanecer ativo durante o início de 2027.

Isso significa que o verão não será necessariamente o fim da preocupação.

Mesmo depois do pico, os efeitos atmosféricos associados ao fenômeno podem continuar influenciando os padrões de temperatura e chuva.

📈 Quando o El Niño deve atingir o auge?

A previsão atual aponta uma trajetória de intensificação durante a primavera de 2026, com o período entre o fim do ano e o começo de 2027 concentrando os maiores valores previstos.

O INMET informa que a NOAA prevê mais de 90% de probabilidade de um evento muito forte no trimestre setembro-outubro-novembro.

A OMM prevê que o fenômeno alcance intensidade muito forte antes de atingir seu pico no final de 2026.

Portanto, outubro, novembro e dezembro de 2026 devem estar entre os meses mais importantes para acompanhar a evolução do fenômeno.

🚨 O que a população de Corumbá deve fazer durante o calor extremo?

Quando houver alerta de calor intenso e baixa umidade, alguns cuidados se tornam fundamentais.

💧 Hidrate-se mesmo sem sentir sede

Não espere a sede aparecer para beber água. Em dias muito quentes, a perda de líquidos pelo suor pode ser significativa.

Água deve ser a principal fonte de hidratação. Bebidas alcoólicas também devem ser evitadas durante períodos de calor extremo.

☀️ Evite o sol nos horários mais críticos

Atividades físicas intensas, caminhadas e trabalhos pesados ao ar livre devem ser reduzidos nos horários de maior calor, especialmente entre aproximadamente 10h e 16h.

Quando for necessário sair, prefira roupas leves, proteção para a cabeça e protetor solar.

🏠 Mantenha os ambientes frescos

Cortinas e persianas podem ajudar a bloquear a radiação solar direta durante as horas mais quentes.

Sempre que possível, mantenha os ambientes ventilados nos períodos de menor temperatura.

Em situações de umidade extremamente baixa, a umidificação do ambiente também pode ajudar a reduzir o desconforto.

👶 Crianças e idosos exigem atenção especial

Crianças e idosos estão entre os grupos que merecem atenção redobrada durante ondas de calor.

É importante oferecer líquidos regularmente e observar sinais de desidratação ou mal-estar.

Animais domésticos também precisam de água disponível, sombra e proteção contra superfícies muito quentes.

⚠️ Quais são os sinais de perigo?

Calor extremo pode provocar problemas sérios de saúde.

Tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, cansaço intenso e desidratação são sinais que não devem ser ignorados.

Situações mais graves podem envolver confusão mental, alteração de consciência, convulsões ou desmaio e exigem atendimento médico imediato.

A preocupação aumenta quando esses sintomas aparecem após exposição prolongada a temperaturas elevadas.

🌎 O alerta não é apenas para Corumbá

Embora Corumbá esteja entre as cidades que precisam acompanhar atentamente os períodos de calor extremo, o fenômeno terá efeitos muito mais amplos.

A OMM alerta que um El Niño muito forte pode alterar significativamente os padrões de temperatura e precipitação em diferentes partes do planeta, aumentando o risco de eventos extremos.

No Brasil, isso pode significar uma combinação de situações diferentes dependendo da região: chuvas intensas, enchentes, calor extremo, secas e queimadas.

No Mato Grosso do Sul, a posição geográfica do Estado faz com que o comportamento climático seja especialmente variável.

🔎 O que observar nos próximos meses?

Para Corumbá e o Pantanal, quatro indicadores serão fundamentais:

🌡️ Temperatura: frequência e duração das ondas de calor.

💧 Umidade: ocorrência de níveis críticos durante os períodos mais quentes.

🔥 Queimadas: evolução dos focos de incêndio e das condições de vegetação.

🌧️ Chuvas: volume acumulado e, principalmente, distribuição das precipitações.

O acompanhamento desses fatores permitirá entender melhor se o cenário previsto para os próximos meses está se confirmando.

🚨 Um verão que merece atenção

O que torna o atual episódio diferente é a combinação entre a forte intensidade prevista, a possibilidade de persistência até 2027 e os efeitos de um planeta que já apresenta temperaturas elevadas.

A OMM considera excepcional a velocidade e a intensidade com que o atual El Niño está se estabelecendo e afirma que os impactos climáticos podem continuar durante 2027.

Para Corumbá, o alerta mais imediato está no calor.

Sensação térmica acima de 50°C, baixa umidade, períodos de calor extremo e risco de queimadas formam um cenário que exige atenção redobrada da população.

O El Niño ainda não pode ser declarado definitivamente como o mais forte da história. Mas os números atuais já mostram que 2026/2027 pode entrar para a lista dos episódios mais excepcionais registrados desde o início das medições modernas.

E o principal período de intensificação ainda está pela frente.

Com informações de: Prefeitura de Corumbá

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