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A região do Baixo Pantanal, em Mato Grosso do Sul, alcançou um resultado considerado histórico na área da saúde pública ao registrar zero mortes maternas no período analisado pelo 3º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2025. O avanço é atribuído ao fortalecimento do atendimento pré-natal, à atuação da Atenção Primária à Saúde e à integração entre as redes de assistência estadual e municipal.

O resultado demonstra uma melhora significativa na organização dos serviços voltados ao acompanhamento de gestantes, ampliando a segurança durante a gravidez e o parto.

Região reúne 12 municípios e mais de 245 mil habitantes

O Baixo Pantanal integra a macrorregião Centro de Mato Grosso do Sul e reúne 12 municípios da região sudoeste do estado: Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caracol, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Maracaju, Nioaque e Porto Murtinho.

De acordo com dados do Plano Diretor de Regionalização do estado, a população total dessas cidades ultrapassa 245 mil habitantes, que são atendidos por uma rede de serviços de saúde estruturada de forma regionalizada.

Integração entre serviços fortalece atendimento às gestantes

O desempenho alcançado está diretamente relacionado à integração entre os serviços de saúde dos municípios e do Governo do Estado. A organização da rede assistencial permite identificar gestantes com risco, garantir acompanhamento adequado durante o pré-natal e encaminhar pacientes para atendimento especializado quando necessário.

Esse modelo de trabalho contribui para reduzir complicações durante a gestação e o parto, além de melhorar o cuidado oferecido às mães e aos bebês.

Mortalidade infantil também apresenta queda na região

Além do marco relacionado à mortalidade materna, a região do Baixo Pantanal também registrou redução nos índices de mortalidade infantil. A melhora é resultado do acompanhamento mais próximo das gestantes, da qualificação das equipes de saúde e da ampliação do acesso a serviços especializados.

O monitoramento constante dos indicadores permite que profissionais da saúde identifiquem situações de risco com mais rapidez, favorecendo intervenções médicas precoces.

Diagnóstico precoce de doenças em recém-nascidos ganha prioridade

Outra estratégia importante adotada pelo sistema de saúde estadual é o fortalecimento do diagnóstico precoce de anomalias congênitas, principalmente nos primeiros dias de vida dos bebês.

Dados técnicos apontam que cerca de 44% das mortes infantis ocorrem entre o nascimento e o sexto dia de vida, período considerado crucial para a realização de exames e intervenções médicas.

Por esse motivo, a ampliação da triagem neonatal e do acompanhamento especializado tem sido tratada como prioridade pelas equipes de saúde.

Estratégias focam no combate às cardiopatias congênitas

Entre as principais ações implementadas está o reforço no diagnóstico e no tratamento precoce das cardiopatias congênitas, uma das principais causas de mortes em recém-nascidos.

O objetivo é ampliar a capacidade de identificação dessas condições logo nos primeiros dias de vida, garantindo encaminhamento rápido para tratamento especializado e reduzindo mortes evitáveis.

Com essas medidas, a rede de saúde busca consolidar os avanços já alcançados e continuar aprimorando a assistência materno-infantil na região do Baixo Pantanal.