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Tempestade atingiu a Capital no fim da tarde desta quinta-feira (10), com ventos acima de 80 km/h, queda de granizo, falta de energia e dezenas de ocorrências; alerta de tempestade segue ativo em Mato Grosso do Sul

Um forte temporal mudou rapidamente as condições do tempo em Campo Grande no fim da tarde desta quinta-feira (10), provocando chuva intensa, ventos fortes e queda de granizo em diferentes regiões da Capital. A instabilidade começou por volta das 17h30 e, em poucos minutos, já havia registros de árvores derrubadas, estruturas danificadas, interrupções no fornecimento de energia e transtornos no trânsito.

O granizo foi observado em bairros como Vila Margarida, Coronel Antonino, Estrela do Sul, Centro, Vivendas do Bosque, Cidade Jardim e Carandá Bosque.

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A força da tempestade também mobilizou equipes de atendimento e deixou moradores em alerta diante do risco de novas rajadas, quedas de árvores e descargas elétricas.

Granizo surpreende moradores durante a tempestade

Na região central de Campo Grande, um veículo foi atingido pelas pedras de gelo enquanto circulava nas proximidades da Rua 15 de Novembro. Diante da intensidade da chuva e dos ventos, o motorista optou por interromper o deslocamento e aguardar a redução do temporal.

O episódio ilustra a rapidez com que a instabilidade se intensificou na Capital. A combinação entre chuva volumosa, rajadas de vento e granizo elevou os riscos principalmente para motoristas, pedestres e moradores de áreas com árvores de grande porte.

Além dos danos materiais, a presença de ventos fortes durante tempestades aumenta o risco de queda de galhos, postes, placas e outros elementos instalados em áreas externas.

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Ventos acima de 80 km/h derrubam árvores e estruturas

Os efeitos do temporal foram registrados em diversos pontos de Campo Grande. O Corpo de Bombeiros informou que havia recebido 11 chamados relacionados a quedas de árvores, enquanto 54 ocorrências estavam em andamento e sendo atendidas pelas equipes de socorro.

Na Rua Santana, uma árvore caiu sobre um carro estacionado. Já na Avenida Mato Grosso, no cruzamento com a Rua Frederico Soares, outra árvore tombou sobre a pista e bloqueou parcialmente a passagem dos veículos.

Um dos casos mais preocupantes ocorreu na Avenida Afonso Pena, em frente ao Bioparque Pantanal, onde uma árvore caiu sobre um carro que trafegava pela via. Informações iniciais indicavam a presença de fios energizados próximos ao veículo, impedindo que o motorista deixasse o automóvel com segurança.

Os ventos também provocaram danos em estruturas comerciais. Na Avenida Ernesto Geisel, na região do Bairro Guanandi, o letreiro do Fort Atacadista foi derrubado pela ventania e caiu sobre a via.

Apesar da obstrução, o trânsito permanecia fluindo no início da noite, com os motoristas desviando da estrutura e dos fragmentos espalhados pela pista.

Falta de energia e alagamentos também entram no cenário

A tempestade provocou ainda interrupções no fornecimento de energia elétrica em diferentes pontos da Capital, incluindo áreas do Jardim dos Estados e da Avenida Mato Grosso.

Na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), estudantes registraram os efeitos da chuva no campus de Campo Grande. Alguns corredores ficaram alagados e houve registro de falta de energia durante o temporal.

Os transtornos refletem um dos principais riscos associados a tempestades de curta duração e grande intensidade: mesmo quando o volume total de chuva não é excepcional, a concentração da precipitação em poucos minutos pode provocar alagamentos, dificultar o trânsito e sobrecarregar a infraestrutura urbana.

Alerta do Inmet abrange os 79 municípios de Mato Grosso do Sul

O temporal ocorreu durante a vigência de um alerta de tempestade do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

O aviso é válido até as 23h59 desta quinta-feira (10) e prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de granizo.

Entre os impactos previstos estão quedas de galhos e árvores, alagamentos, interrupções no fornecimento de energia e danos em plantações.

A situação observada em Campo Grande, entretanto, mostrou que algumas áreas podem registrar rajadas significativamente superiores às previstas de maneira geral. Os ventos ultrapassaram 80 km/h em meio ao avanço da tempestade.

Rajadas fortes também foram registradas no interior

O temporal não ficou restrito à Capital. Dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) apontaram rajadas expressivas em municípios do interior.

Em Santa Rita do Pardo, a velocidade chegou a 77 km/h, acompanhada de 15 milímetros de chuva. Em Dourados, os ventos alcançaram 69,5 km/h; em Água Clara, 65,2 km/h; e em Paranaíba, 61,9 km/h.

Nos acumulados de chuva, Água Clara registrou 24,2 milímetros, seguida por Mundo Novo, com 23,6 milímetros, e Paranaíba, com 23,4 milímetros.

A instabilidade também mantém atenção especial sobre municípios da região sul do Estado, onde as condições meteorológicas podem favorecer episódios de tempo severo, incluindo granizo e, em situações específicas, formação de tornados.

E Corumbá? Calor continua sendo o principal destaque

Enquanto Campo Grande enfrentou um temporal de forte intensidade nesta quinta-feira, a realidade meteorológica de Corumbá e da região pantaneira permanece marcada principalmente pelo calor elevado.

A previsão para os próximos dias indica temperaturas próximas dos 40°C, com máximas entre 37°C e 39°C e possibilidade de pancadas de chuva isoladas, especialmente no fim da tarde.

Esse padrão é diferente de uma tempestade organizada capaz de provocar impactos generalizados. Em Corumbá, a chuva pode ocorrer de maneira bastante irregular, atingindo determinados bairros enquanto outras áreas permanecem com tempo aberto.

Ainda assim, a combinação entre calor intenso, umidade e instabilidade atmosférica pode provocar mudanças rápidas nas condições do tempo. Por isso, mesmo diante de uma previsão menos severa do que a observada em Campo Grande, moradores devem acompanhar os avisos meteorológicos.

Para a população de Corumbá, a chuva eventualmente registrada nos próximos dias também tende a representar apenas um alívio temporário diante da persistência do calor, sem significar necessariamente uma mudança prolongada no padrão de temperaturas elevadas.

Sexta-feira ainda terá instabilidade em Mato Grosso do Sul

A previsão indica redução da instabilidade em relação ao cenário observado nesta quinta-feira, mas o tempo continuará sujeito a mudanças, principalmente no sul de Mato Grosso do Sul.

A aproximação de uma frente fria, associada à presença de umidade, deve favorecer pancadas de chuva irregulares, que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Entre os maiores volumes previstos estão Naviraí, com cerca de 18 milímetros; Juti, com 16 milímetros; e Novo Horizonte do Sul, com aproximadamente 15 milímetros.

O avanço dessas condições reforça a necessidade de atenção em todo o Estado, especialmente durante períodos de transição rápida entre calor intenso e formação de tempestades.

Cuidados durante novas tempestades

Durante a ocorrência de chuva forte, vento e descargas elétricas, a recomendação é evitar áreas abertas e não permanecer sob árvores, devido ao risco de queda de galhos e incidência de raios.

Também é prudente evitar estacionar veículos próximos a árvores, torres, placas, estruturas metálicas e painéis de grande porte.

Em caso de muitas descargas elétricas, equipamentos eletrônicos mais sensíveis podem ser retirados da tomada como medida preventiva.

O episódio desta quinta-feira demonstra como uma mudança brusca no tempo pode provocar transtornos em poucos minutos. Em Campo Grande, a combinação de granizo, ventos superiores a 80 km/h e chuva intensa já foi suficiente para derrubar árvores, danificar estruturas e afetar o fornecimento de energia em diferentes regiões da cidade.

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