Campanha começa em 1º de agosto e seguirá até setembro, com equipes do CCZ atuando das 7h às 13h; cães e gatos a partir de três meses poderão ser imunizados
A campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos em Corumbá começa neste sábado, 1º de agosto, com equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) percorrendo os bairros da cidade em visitas de casa em casa. A estratégia adotada pela Secretaria Municipal de Saúde busca ampliar o alcance da imunização e facilitar o acesso dos tutores à vacina, especialmente em áreas onde o deslocamento até um ponto fixo pode dificultar a participação.
A programação foi organizada para avançar gradualmente por diferentes regiões de Corumbá até o início de setembro. Em todas as datas previstas, os agentes estarão nas ruas das 7h às 13h.
A vacinação tem importância que vai além da proteção individual dos animais. A raiva é uma zoonose de alta gravidade, capaz de atingir o sistema nervoso central e ser transmitida aos seres humanos por meio do contato com animais infectados. Por isso, manter a vacinação de cães e gatos em dia é uma das principais medidas de prevenção e controle da doença.
Vacinação começa pela Nova Corumbá
O primeiro dia da campanha será dedicado ao bairro Nova Corumbá, que também volta a receber as equipes na segunda-feira, 3 de agosto.
Na sequência, o cronograma contempla bairros de diferentes regiões do município, incluindo áreas mais populosas, regiões centrais e setores periféricos. A distribuição das equipes ao longo de várias semanas permite que a campanha alcance um número maior de residências sem concentrar todo o atendimento em um único local.
A vacinação seguirá até 4 de setembro, com passagens programadas por Nova Corumbá, Guarani, Jardim dos Estados, Popular Nova, Padre Ernesto Sassida, Nossa Senhora de Fátima, Aeroporto, Generoso, Dom Bosco, Popular Velha, Arthur Marinho, Cervejaria, Centro, Beira Rio, Universitário, Maria Leite, Centro América, Industrial, Previsul, Cravo I, II e III, Cristo Redentor e Guatós.
Confira o cronograma completo
As visitas ocorrerão sempre das 7h às 13h:
- 1º de agosto (sábado): Nova Corumbá
- 3 de agosto: Nova Corumbá
- 4 de agosto: Guarani
- 5 e 6 de agosto: Jardim dos Estados
- 7 de agosto: Popular Nova
- 8 de agosto (sábado): Padre Ernesto Sassida
- 10 de agosto: Popular Nova/Nossa Senhora de Fátima
- 11 e 12 de agosto: Aeroporto
- 13 de agosto: Generoso
- 14 de agosto: Dom Bosco
- 15 de agosto (sábado): Popular Velha
- 17 de agosto: Arthur Marinho/Cervejaria
- 18 e 19 de agosto: Centro
- 20 de agosto: Beira Rio/Centro
- 21 de agosto: Universitário
- 24 de agosto: Maria Leite
- 25 de agosto: Centro América
- 26 de agosto: Industrial/Previsul
- 27 de agosto: Cravo I, II e III
- 28 e 29 de agosto (sábado): Cristo Redentor
- 31 de agosto: Guatós
- 1º, 2, 3 e 4 de setembro: Guatós
Como a estratégia é baseada na visita domiciliar, a recomendação é que os moradores fiquem atentos à passagem dos agentes na data prevista para o bairro.
Quem pode receber a vacina
Podem ser imunizados cães e gatos saudáveis com três meses de idade ou mais.
A equipe do CCZ deverá avaliar as condições necessárias para a aplicação e os tutores precisam informar previamente se o animal está passando por algum tratamento de saúde.
No caso de fêmeas gestantes, a vacina não apresenta contraindicação médica, segundo as orientações informadas pelo CCZ. Ainda assim, a recomendação durante a campanha é evitar a aplicação nesse período para reduzir o estresse provocado pelo manejo do animal.
Outro requisito é que o pet possa ser contido com segurança durante a vacinação. O procedimento deve ser acompanhado por um tutor ou responsável com 18 anos ou mais.
E se ninguém estiver em casa?
A vacinação será feita diretamente nos imóveis visitados pelas equipes. Caso os agentes encontrem a residência fechada ou não haja um responsável no local, será deixado um aviso por escrito com orientações sobre como garantir a imunização do animal.
Nessas situações, o tutor poderá procurar diretamente o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para providenciar a aplicação da vacina.
A orientação é especialmente importante porque a campanha itinerante depende da colaboração dos moradores para que os profissionais consigam localizar e conter os animais de maneira adequada.
Corumbá mantém atenção especial à raiva
A vacinação possui relevância particular para Corumbá devido ao histórico da doença no município e à posição estratégica da cidade na fronteira com a Bolívia.
Em 2015, Corumbá registrou um episódio de raiva que provocou uma morte humana. O município também mantém ações de vigilância que ultrapassam a área urbana, incluindo atividades em regiões rurais e na faixa de fronteira. Em 2025, uma campanha binacional levou equipes de saúde de Corumbá e Ladário a atuar conjuntamente em Puerto Quijarro e Puerto Suárez, reforçando a dimensão regional do controle da doença.
Esse cenário torna a vacinação dos animais domésticos uma medida de saúde pública. O fluxo diário de pessoas e animais entre cidades brasileiras e bolivianas aumenta a importância da vigilância contínua em uma região de fronteira como o Pantanal sul-mato-grossense.
A legislação sanitária municipal estabelece que cabe aos proprietários adotar as medidas necessárias para a vacinação anual de cães e gatos contra a raiva, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde é responsável por promover a campanha de imunização no município.
Vacinação também ajuda a proteger as famílias
Embora a campanha tenha como público direto cães e gatos, o objetivo final é reduzir o risco de circulação do vírus e, consequentemente, proteger a população.
A raiva possui evolução extremamente grave e, depois do aparecimento dos sinais clínicos, apresenta letalidade próxima de 100%. Por isso, a prevenção por meio da vacinação dos animais é considerada fundamental para interromper a cadeia de transmissão.
Em Corumbá, a manutenção de uma cobertura vacinal elevada também contribui para preservar os resultados obtidos pelas ações de vigilância ao longo dos últimos anos. Em 2025, a própria Prefeitura destacou o reforço das estruturas do CCZ para armazenamento de vacinas e o fortalecimento das ações de combate à doença no município.
Tutores devem acompanhar a passagem das equipes
A principal orientação para os moradores é acompanhar o cronograma e facilitar o acesso dos vacinadores aos animais.
Além de garantir a presença de um responsável adulto, é necessário informar aos profissionais qualquer condição de saúde ou tratamento em andamento. Em caso de eventual reação após a aplicação, a orientação é procurar imediatamente o médico-veterinário do CCZ.
Dúvidas e orientações podem ser obtidas pelo telefone (67) 3234-3473 ou pelo canal de atendimento via WhatsApp do Centro de Controle de Zoonoses.
A participação dos tutores é decisiva para que a campanha alcance uma cobertura ampla em Corumbá. Em uma cidade de fronteira e com extensa área territorial, levar a vacinação diretamente às residências reduz barreiras de acesso e amplia a capacidade da vigilância sanitária de manter cães e gatos protegidos contra uma das zoonoses mais graves conhecidas.
