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Queda no fornecimento lidera reclamações após tempestade de quinta-feira, que teve rajadas de até 100 km/h em pontos da Capital; concessionária mobilizou cerca de 800 profissionais para normalizar o serviço

A forte tempestade que atingiu Campo Grande na tarde de quinta-feira (10) continua provocando consequências para moradores da Capital. Na manhã deste sábado (12), a falta de energia elétrica permanecia como o principal transtorno relatado pela população, enquanto equipes trabalhavam para reparar os danos provocados pelo temporal.

Uma enquete realizada pelo Campo Grande News aponta que 55% dos participantes identificaram a interrupção ou instabilidade no fornecimento de energia como o principal problema causado pela tempestade. O percentual supera, sozinho, a soma das respostas relacionadas a quedas de árvores, semáforos desligados e danos em imóveis ou veículos.

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Energia elétrica concentra maior parte das reclamações

O impacto sobre o fornecimento de energia não ficou restrito a uma região específica da Capital. Reclamações recebidas ao longo da manhã deste sábado indicavam problemas em 24 bairros de Campo Grande.

Entre as localidades mencionadas estão Vila Adelina, Vila Carvalho, Chácara das Mansões, Dom Antônio Barbosa, São Francisco, Monte Castelo, Jockey Club, Jardim Ipiranga, Vila Palmira, Carandá Bosque, Vila Jacy, Jardim Montevidéu, Marcos Roberto, Vilas Boas, Vila Progresso, Novos Estados, Moreninha, Jardim Paulista, Buriti, Jardim Panorama, Nova Bahia, Cidade Jardim, Vivendas do Bosque e Coronel Antonino.

A diversidade das regiões afetadas mostra a extensão dos danos deixados pela tempestade e ajuda a dimensionar o desafio para a recomposição completa do sistema elétrico da Capital.

Moradores relatam prejuízos e dificuldades dentro de casa

Nas redes sociais, moradores atingidos pela interrupção do serviço passaram a relatar dificuldades para manter a rotina sem eletricidade. Entre os problemas mencionados estão a conservação de alimentos refrigerados e os prejuízos provocados pela perda de produtos que dependem de refrigeração.

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A situação também afeta estabelecimentos comerciais que precisam de energia para manter freezers, geladeiras, equipamentos eletrônicos e outros sistemas em funcionamento. Em casos de interrupções prolongadas, o impacto pode ultrapassar o desconforto doméstico e representar perdas financeiras diretas para empresas e trabalhadores.

O cenário ganha importância especialmente quando a interrupção se prolonga por mais de um dia, já que supermercados, restaurantes, pet shops, lojas de alimentos e outros segmentos dependentes de refrigeração podem ter dificuldades para preservar estoques.

Queda de árvores e semáforos desligados também preocupam

Embora a energia elétrica tenha concentrado a maioria das reclamações, outros transtornos provocados pelo temporal também tiveram peso significativo.

Na enquete, 12% dos participantes apontaram a queda de árvores como principal problema enfrentado. Outros 11% citaram semáforos desligados, situação que interfere diretamente no trânsito e aumenta a necessidade de atenção nos cruzamentos.

6% dos participantes relataram danos em casas ou veículos provocados pela tempestade. Em contrapartida, 16% afirmaram não ter enfrentado problemas relacionados ao temporal.

Os números ajudam a mostrar que os efeitos da chuva e dos ventos foram diferentes conforme a região da cidade, com parte dos moradores enfrentando interrupções no fornecimento de energia enquanto outros não registraram ocorrências relevantes.

Temporal teve ventos de até 100 km/h

A dimensão dos estragos está relacionada à intensidade dos ventos registrados durante a tempestade.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas chegaram a 83 km/h em Campo Grande. Dados divulgados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) indicaram velocidades próximas de 100 km/h em alguns pontos da Capital.

A força dos ventos contribuiu para a ocorrência de quedas de árvores e danos à infraestrutura urbana, com reflexos também sobre a rede de distribuição de energia.

Além dos estragos iniciais, novas chuvas registradas posteriormente dificultaram o trabalho de recuperação, segundo informações da concessionária responsável pelo fornecimento de energia.

Energisa mantém equipes mobilizadas

A Energisa informou, no boletim divulgado na manhã deste sábado, que os trabalhos de recuperação permaneciam de forma contínua desde o início dos problemas provocados pelo temporal.

De acordo com a concessionária, 95,9% dos clientes que tiveram o fornecimento interrompido já haviam sido atendidos com o restabelecimento da energia. Cerca de 800 profissionais estavam mobilizados na Capital para atuar nas ocorrências e nos reparos necessários.

O esforço também conta com equipes técnicas deslocadas de outras cidades de Mato Grosso do Sul e de diferentes estados brasileiros, incluindo Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.

A mobilização de profissionais de outras localidades evidencia a dimensão da ocorrência e a necessidade de uma operação ampliada para acelerar a normalização do serviço.

Bairros ainda aparecem entre os mais afetados

Conforme o levantamento mais recente informado pela concessionária, os bairros considerados mais afetados são Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Marli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio.

A permanência de pontos com interrupções ou instabilidade neste sábado mantém a situação como um dos principais efeitos do temporal na Capital.

Para os moradores, o tempo de recuperação passa a ser um fator determinante, especialmente nos locais onde a falta de energia já provoca perdas de alimentos, dificuldades para trabalhar e alterações na rotina familiar.

Chuvas recentes podem prolongar os trabalhos

Além dos danos provocados pela tempestade de quinta-feira, as condições meteorológicas das últimas horas também dificultaram a atuação das equipes responsáveis pelos reparos.

Com a possibilidade de novos episódios de chuva e instabilidade, a recuperação da rede depende não apenas da identificação dos pontos danificados, mas também das condições de segurança para que os profissionais possam trabalhar.

O cenário reforça a necessidade de acompanhamento das ocorrências nos diferentes bairros de Campo Grande, principalmente nos locais onde moradores ainda relatam interrupções ou oscilações no fornecimento.

Enquanto os reparos avançam, os impactos do temporal permanecem visíveis na Capital e atingem desde a mobilidade urbana, com semáforos desligados, até a economia de pequenos e grandes estabelecimentos que dependem do fornecimento contínuo de energia para manter suas atividades.

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