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Subtítulo: Mayane Soares Castello foi socorrida durante passeio de pesca e levada a um hotel pesqueiro, mas já estava sem vida; Polícia Civil aguarda laudo para determinar a causa da morte

A morte de Mayane Soares Castello, de 25 anos, dentro de uma lancha no rio Paraguai, na altura de Ladário, mobilizou a Polícia Civil e deixou a família em busca de respostas sobre as circunstâncias do ocorrido. A jovem morreu no sábado (25 de julho), durante uma saída para pesca, e chegou a ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

Segundo as informações apuradas pela reportagem que originou o caso, pessoas que estavam com Mayane acionaram o Samu ainda durante a navegação. A embarcação posteriormente atracou no porto de um hotel pesqueiro da região para facilitar o atendimento médico.

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O caso foi registrado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá como morte decorrente de fato atípico. A classificação inicial é utilizada quando, naquele primeiro momento, não são identificados elementos suficientes para apontar a ocorrência de um crime.

A causa da morte, entretanto, ainda depende da conclusão dos exames periciais.

Polícia aguarda laudo para esclarecer morte

A Polícia Civil informou que uma equipe da Perícia Científica esteve no local e realizou os procedimentos técnico-periciais necessários para a investigação.

Depois dos trabalhos iniciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IMOL) de Corumbá, onde passou pelos procedimentos necessários para a apuração da causa da morte.

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A hipótese inicialmente considerada pelas autoridades é de que Mayane tenha sofrido uma parada cardíaca. Essa possibilidade, porém, ainda não representa uma conclusão definitiva.

O resultado do laudo pericial será fundamental para determinar o que provocou a morte e esclarecer as circunstâncias em que a jovem passou mal dentro da embarcação.

Família relata últimas horas antes da morte

Familiares afirmam que Mayane havia saído de casa após receber um convite de um conhecido para participar de uma pescaria.

Segundo o relato da família, durante o passeio o homem teria entrado em contato informando que a jovem apresentava comportamento alterado e que retornaria com ela para o hotel onde estava hospedado. A intenção, conforme essa versão, seria ajudá-la a se acalmar antes de levá-la novamente para casa.

Depois desse contato, os familiares relatam que passaram algumas horas sem receber novas informações sobre Mayane.

A situação só teria sido esclarecida quando a embarcação chegou ao hotel pesqueiro, onde uma equipe do Samu já aguardava para prestar atendimento.

Familiares questionam informações sobre o caso

De acordo com a família, Mayane já apresentava sinais incompatíveis com a vida quando os socorristas chegaram ao local. Os parentes também afirmam ter observado diversos hematomas no corpo da jovem.

Essas informações, contudo, fazem parte do relato dos familiares e precisam ser confrontadas com os resultados dos exames periciais e demais elementos reunidos pela investigação.

A família também relata ter recebido informações não oficiais que levantariam a possibilidade de consumo de alguma substância como causa da morte. Essa hipótese, no entanto, não foi confirmada pela perícia.

Sem o resultado dos exames, não é possível estabelecer a causa da morte ou afirmar que qualquer substância tenha contribuído para o óbito.

É justamente essa falta de esclarecimento que levou os familiares a cobrarem uma apuração detalhada das circunstâncias do caso.

Investigação deverá reconstruir o que aconteceu na embarcação

A perícia e o laudo médico-legal deverão ajudar a estabelecer uma sequência dos acontecimentos e verificar o que ocorreu antes de Mayane ser socorrida.

Entre os pontos que podem ser esclarecidos pela investigação estão a causa efetiva da morte, as condições em que a jovem passou mal, a origem dos hematomas relatados pela família e as circunstâncias do atendimento realizado no hotel pesqueiro.

O resultado dos exames também será importante para diferenciar uma eventual causa natural de outras possibilidades.

Até que essas informações sejam concluídas pelas autoridades, qualquer hipótese sobre a morte deve ser tratada com cautela.

Caso chama atenção na região de Corumbá e Ladário

A ocorrência ganhou repercussão em Ladário, município diretamente ligado à dinâmica do rio Paraguai e às atividades de pesca e turismo fluvial que movimentam a região.

A área de Corumbá e Ladário possui forte relação econômica e cultural com o rio Paraguai, que recebe embarcações utilizadas tanto por moradores quanto por turistas e pescadores. Por isso, ocorrências registradas durante atividades fluviais podem exigir uma logística diferente daquela empregada em atendimentos realizados em terra.

No caso de Mayane, o acionamento do Samu ainda durante a navegação e a posterior atracação da embarcação em um hotel pesqueiro foram etapas importantes para permitir o atendimento.

A investigação agora precisa estabelecer o que aconteceu antes da chegada da embarcação ao local.

Mayane deixa filha de 6 anos

Mayane tinha 25 anos e deixou uma filha de 6 anos.

O velório começou na noite de domingo (26 de julho). O sepultamento ocorreu na tarde desta segunda-feira (27), no Cemitério Municipal de Ladário.

Enquanto a família busca esclarecer as circunstâncias da morte, a investigação policial segue aguardando os resultados dos exames realizados após a perícia.

Até a conclusão do laudo, a causa do óbito permanece em apuração. O documento deverá fornecer elementos técnicos para esclarecer o que provocou a morte de Mayane e se há alguma circunstância adicional que precise ser investigada pelas autoridades.

O que já se sabe sobre o caso

  • Mayane Soares Castello tinha 25 anos.
  • A morte ocorreu no sábado (25 de julho).
  • A jovem estava em uma lancha no rio Paraguai, na altura de Ladário.
  • O Samu foi acionado durante a navegação.
  • A embarcação atracou em um hotel pesqueiro para o atendimento.
  • O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.
  • A hipótese inicial considerada foi de parada cardíaca, ainda sem confirmação definitiva.
  • O corpo foi encaminhado ao IMOL de Corumbá.
  • A Perícia Científica realizou procedimentos no local.
  • A família relata a existência de hematomas no corpo, informação que ainda precisa ser confrontada pela investigação.
  • A causa da morte depende da conclusão do laudo pericial.
  • Mayane deixou uma filha de 6 anos.
  • O sepultamento ocorreu em Ladário nesta segunda-feira (27).

Com informações de: Capital do Pantanal

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